Desde a semana passada, cinco empresas participantes do projeto Inovação e Sustentabilidade nas Cadeias Globais de Valor (ICV Global), do GVces e da Apex-Brasil, estão no estado norte-americano da Califórnia, em missão comercial para networking com investidores, empreendedores e pesquisadores, além de encontros com potenciais compradores.

Esta viagem conclui o processo de capacitação para internacionalização de micro e pequenas empresas que participaram do primeiro ciclo de atividades de ICV Global. Durante os últimos 18 meses, 10 empresas de pequeno porte foram preparadas para entrar no mercado internacional aproveitando diferenciais de inovação e sustentabilidade presentes em seus produtos e serviços. Desse grupo, a equipe do GVces e da Apex-Brasil selecionou as cinco que tiveram melhor desempenho nesse processo para realizar a viagem a um mercado externo comum a todas elas: os Estados Unidos.

Confira abaixo algumas imagens da delegação do projeto ICV Global em visitas na Califórnia.

ICV Global em visita a Stanford, no Vale do Silício

Equipe GVces, Apex-Brasil e empresas de ICV Global na Universidade da Califórnia em Berkeley

Delegação do projeto ICV Global também participou de seminário sobre "sustainable brands" em San Diego

Bruno Toledo, com imagens de Paulo Branco

 

“Estratégias de investimento em mercados emergentes: novos caminhos e políticas para crescimento verde”. Esse foi o foco do evento promovido pelo Economy Policy Forum (EPF) e pela Emerging Market Multinationals Network for Sustainability (EMM) em Berlim, na Alemanha, em setembro.

Realizado com apoio do Ministério de Desenvolvimento e Cooperação Econômica da Alemanha e pelo Gesellschaft für Internationale Zusammernarbeit (GIZ), esse encontro mostrou casos de sucesso que aliaram práticas mais sustentáveis e lucro em países emergentes. No evento, fazendo parte da comitiva da GV Projetos, apresentei junto com a Márcia Nejaim (Apex-Brasil) nosso projeto Inovação e Sustentabilidade nas Cadeias Globais de Valor (ICV Global).

Pude perceber a relevância dos países emergentes para a agenda global de sustentabilidade. Não só pela dimensão dos desafios, mas em especial pelo potencial de inovação em políticas públicas e modelos de negócios, estes países e suas respectivas empresas ocupam cada vez mais destaque na busca por novos modelos de desenvolvimento.

Isto, sem dúvida, coloca o Brasil em evidência como um ator chave no cenário internacional.

Clique aqui para acessar as apresentações feitas no evento.

Paulo Branco

 

O projeto Inovação em Desenvolvimento Local é uma parceria entre duas das Iniciativas Empresariais organizadas pelo GVces – Desenvolvimento Local e Grandes Empreendimentos (IDLocal) e Inovação e Sustentabilidade na Cadeia de Valor (ISCV) -, com apoio do Citi e patrocínio da Citi Foundation.

O objetivo principal do projeto conjunto é fomentar a inovação na atuação e nos relacionamentos de grandes empresas nos territórios onde elas estão inseridas.

Parte das atividades de Inovação em Desenvolvimento Local foi uma chamada de casos que ilustram na prática o que está acontecendo de inovador no campo de desenvolvimento local em territórios impactados por grandes empresas e suas cadeias de valor. Foram 44 casos recebidos, 13 pré-selecionados para visitas e 10 escolhidos para compartilharem suas experiências numa oficina que aconteceu dia 3 de setembro, além de integrarem a publicação que retratará o trabalho desenvolvido pela equipe do GVces e pelas empresas membro da iniciativa.

Toda semana vamos publicar aqui um dos casos selecionados para dar um gostinho do vem aí na publicação que estará pronta no final do ano. Traremos também as colheitas gráficas da oficina em que cada caso foi apresentado, feitas pela Atrium.

Conheça, comente, compartilhe!

 Milene Fukuda

 

“Um app para quem gosta de moda – mas quer consumir de maneira consciente”. Assim é anunciado o aplicativo que responde ao contexto recente de denúncias a marcas de roupa que produzem com impactos socioambientais, como o trabalho análogo ao escravo.

“A proposta é trazer ao público, de forma ágil e acessível, as medidas que as marcas – as principais varejistas de roupas do país e empresas que já foram flagradas pelos fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – vêm tomando para evitar que as peças vendidas em suas lojas sejam produzidas por mão de obra escrava.

Todas as companhias foram convidadas a responder um questionário e, com base nas respostas, receberam uma pontuação que as classifica em três categorias de cores – verde, amarelo e vermelho –, de acordo com sua conduta. Aquelas que não responderam foram automaticamente incluídas na categoria vermelha.”

São quatro os indicadores:

1. Políticas: compromissos assumidos pelas empresas para combater o trabalho escravo em sua cadeia de fornecimento.
2. Monitoramento: medidas adotadas para fiscalizar os fornecedores de roupa.
3. Transparência: ações tomadas para comunicar aos clientes o que tem sido feito para monitorar fornecedores e combater o trabalho escravo.
4. Histórico: resumo do envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O app é um serviço gratuito ao consumidor, desenvolvido a partir da apuração da equipe de jornalismo da Repórter Brasil.

Fernanda Carreira

 

O Instituto Socioambiental está mapeando propostas para a construção de um futuro sustentável e seguro para a água em São Paulo, a partir da plataforma de participação política Cidade Democrática.

Todos podem preencher o questionário online, que leva cerca de 10 minutos para ser respondido:  http://www.surveygizmo.com/s3/1777835/aguas-SP

Até 4 de setembro!

Ricardo Barretto

 

Na era da comunicação em rede, proliferam alertas e informações que apoiam mudança de hábitos cotidianos e rumos da economia mais conectados aos limites ambientais do planeta e a uma sociedade inclusiva. Mas a tal da sustentabilidade ainda enfrenta barreiras de forma e foco dos discursos para engajar mais adeptos.

Esta semana, captei duas referências pelo Twitter que ajudam a repensar a comunicação para sustentabilidade. A primeira,  um artigo no Guardian Sustainable Business, escrito pelo diretor da Narrative Leadership Associates, vai direto ao ponto: “Sustentabilidade necessita de nova narrativa, entre a utopia e a catástrofe“. O título do texto (em inglês) faz referência aos filmes de Hollywood que vem explorando o tema -como Avatar, O Dia Depois de Amanhã e 2012 – e defende abordagens mais elucidativas, como em “Indomável Sonhadora”. Mas a crítica poderia servir também para outros produtos da mídia mais tradicional, desde matérias jornalísticas até conteúdo gerado por empresas e ONGs, que ao exagerar nas tintas do bem e do mal podem causar afastamento pelo temor ou pelo excesso de otimismo, longe da realidade desafiadora que envolve nosso futuro comum, em meio a interesses diversos.

As tecnologias digitais e a comunicação em rede vêm trazendo boas dicas de como diversificar a forma de construir e proliferar os diálogos. Neste sentido que destaco outra referência que me chamou atenção esses dias no Twitter: as discussões sobre clima e comunicação, reunidas em #climatecomms. Boas matérias, apps, fóruns de discussão, questionamentos, dados, autores, obras, eventos, ferramentas … enfim, referências de quem atua em comunicação no contexto das mudanças climáticas, que ajudam a entender o potencial de novos modos de comunicar e como a comunicação é parte indissociável da sustentabilidade.

 

Ricardo Barretto

 

Música feita com frutos cítricos, oficina de horta urbana, piqueniques coletivos, essas são algumas das muitas atrações que vão ocorrer no final de semana do dia 12 e 13 de abril. Realizado pelo Goethe-Institut e o Ministério da Cultura, com o GVces sendo um dos parceiros, o Prototype- Festival de Sustentabilidade na Arte será na Praça Victor Civita, das 11h às 18h, com entrada aberta ao público.

A proposta do evento é trocar, compartilhar e experimentar. Existe também um esforço, por parte da organização, de fazer com que a maioria das atrações seja autossuficiente em termos da energia utilizada para sua realização. A exibição do documentário “Imagem de nós”, por exemplo, será possibilitada pelo esforço conjunto de pedaladas em bike, ativando o cinema por meio de uma fonte de energia limpa.

Consumo consciente e formas de transformar o discurso da sustentabilidade em algo mais próximo para a sociedade, é um dos bate-papos programados para o evento. O responsável por esse, em específico, é o coordenador do Programa Finanças Sustentáveis do GVces, Aron Belinky, e acontecerá sábado (12), às 12h, no Deck Piquenique.

No domingo (13), Maria Piza que está à frente das iniciativas de Relacionamento e Mobilização do GVces, atuará como facilitadora de conversas sobre sustentabilidade na mesa Aquário, no palco 4, às 15:30h.

Quer conferir a programação completa? Acesse: http://prototype-festival.com.br/

 

RSE é pano de fundo para encontro que a GIZ – Agência Alemã de Cooperação Técnica – promove nos dias 9 e 10 de abril em São Paulo. Ao reunir empresas latino americanas, o evento busca entendimento sobre as estratégias que têm sido adotadas em responsabilidade social corporativa e sustentabilidade, bem como promover a troca de boas práticas em integração da sustentabilidade ao core business e à cadeia de valor.

Os diálogos permitem conhecer ferramentas e métodos para que os gestores se tornem cada vez mais agentes de mudança e identificar ações conjuntas que podem ser tomadas para endereçar as questões ligadas à sustentabilidade.

A expectativa da GIZ é que o evento estimule uma rede empresarial latino-americana para ações coletivas em RSE. O desafio está lançado aos participantes do encontro: representantes de 25 empresas, além de outros setores como academia e organizações multilaterais. Entre os destaques da programação, casos em temas como criação de valor na cadeia de fornecedores, engajamento de stakeholders, negócios inclusivos e biodiversidade.

 O GVces e a GIZ são parceiros desde 2008. Atualmente, a GIZ apoia projetos do GVces como a Plataforma Empresas pelo Clima (EPC) e a iniciativa Tendências em Serviços Ecossistemicos (TeSE).

 Fernanda Carreira

 

A partir da preocupação com o impacto no meio ambiente gerado pelos seus estilos de vida (e de seus filhos), os pais deparam-se com questões relacionadas ao consumo, utilização e descarte de produtos para o cuidado infantil. Debate recorrente nos grupos com essa preocupação é a respeito da fralda  descartável versus de pano.

É mais que sabido que as descartáveis têm impactos negativos desde a produção, com materiais a base de petróleo e consumo de grande quantidade de água, ao descarte, quando sua existência prolonga-se por 600 anos em algum canto de planeta. No entanto, alguns colocam, do outro lado, a necessidade de compreender melhor os impactos decorrentes da produção e da lavagem da fralda de pano para que a decisão seja tomada. Faz sentido.

Para destravar a conversa, cai bem, assim, a análise dos ciclos de vida dos dois produtos, idealmente da produção de suas matérias-prima ao descarte. Por incrível que pareça, em textos recentes, o estudo mais citado a esse respeito é um de 1995, elaborado pela Vizcarra, no Canadá, com financiamento da Procter and Gamble. Assumindo como unidade para a análise o consumo de um bebê por ano, o estudo considera apenas as etapas de produção e uso, não contabiliza o descarte dos produtos, e conclui que as fraldas reutilizáveis higienizadas em lavanderia são a opção de menor impacto ambiental. Em segundo lugar fica a fralda de pano lavada em casa.

Há limitações dessa metodologia de análise e da aplicabilidade desse estudo à realidade brasileira: são muitas as variáveis, opções que são assumidas na análise que poderiam alterar siginificativamente o resultado, como, por exemplo, a temperatura da água de lavagem da fralda e a eficiência do processo da lavanderia. Ainda, a matriz energética do país em questão e a produtividade do cultivo de algodão utilizado na produção são outros elementos relevantes.

De qualquer forma, o resultado merece consideração e soma-se a dados absolutos que impressionam: o uso de fraldas reutilizáveis evita a produção de uma tonelada de resíduos por bebê segundo estudo produzido pela Quercus em 2011 (considerando os dois primeiros ano e meio de vida).  Sabendo que, de acordo com o IBGE, nasceram 2,8 milhões de bebês em 2012 no Brasil, trata-se de 2,8 milhões de toneladas de resíduo (que leva em torno de 600 anos para se decompor) lançados no meio ambiente a cada 2,5 anos!

Conscientes ou intuindo tudo isso, esses pais preocupados com o meio ambiente compõem o mercado consumidor que algumas marcas começam a disputar no Brasil. As fraldas de pano de não tão antigamente assim foram repaginadas, mais absorventes e bonitas, pretendem atrair os pais por outros atributos além da sustentabilidade. Vale dar uma olhada no site da Morada da Floresta, que oferece diferentes modelos de acordo com a estação do ano e com estampas estilizadas, e traz informações sobre como manusear as fraldas para aumentar sua eficiência e vida útil.

Eleita a fralda reutilizável, há ainda medidas simples que também colaboram com o balanço ambiental dos pequenos em seus primeiros anos de vida:

  • Lavar as fraldas com detergentes ecológicos e não usar amaciante.
  • Colocar a máquina de lavar para rodar apenas quando estiver com a carga completa e a menos de 60oC.
  • Deixar para secar naturalmente.
  • Não passar as fraldas.
  • Ofereça as fraldas a outro bebê uma vez que não mais as utilize.

Para os pais antenados, indicações interessantes que andam circulando por aí:

  • Quintal de trocas – site que promove a troca de brinquedos, fantasias, livros, etc.
  • Isitter – aplicativo gratuito que funciona como babá eletrônica (assim você não precisa comprar uma para deixar na casa dos pais ou dos sogros).
  • Mamãe pechincha – aplicativo gratuito, alimentado pelos usuários, que traz a lista dos pontos de venda com melhores preços para as categorias essenciais (fralda, amamentação, higiene.

Mariana Nicolletti

 

No ar uma campanha lúdica e forte sobre a qualidade das bebidas ‘saudáveis’ que encontramos nas gondolas por aí, feita pelo IDEC com apoio da Oxfam.

E aí, dá para continuar bebendo esse tipo de bebida??

 

Por Maria Piza

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