(Foto: Bo Eide/Flickr/Creative Commons)

Em 2050, os oceanos da Terra poderão ter mais plásticos do que peixes em termos de peso. O recado é do Fórum Econômico Mundial, que acontece nesta semana em Davos, na Suíça.

O plástico se tornou um dos materiais mais populares do mundo, que combina funcionaçidade e custos baixíssimos de produção. Seu uso aumentou em praticamente 20 vezes nos últimos 50 anos, e espera-se que ele dobre novamente nas próximas duas décadas. No entanto, segundo relatório publicado pelo Fórum nesta terça (19/01), apenas 14% das embalagens de plástico do mundo é coletada para reciclagem – para efeitos de comparação, 58% do papel produzido no mundo acaba destinado para reciclagem; no caso de ferro e outros metais, esse índice chega a 90%.

Para piorar, quase 1/3 de todas as embalagens de plástico acabam inutilizadas na natureza, uma perda que gera prejuízos entre 80 a 120 bilhões de dólares anuais.

A tendência para o futuro é preocupante. Na medida em que o consumo de plástico aumentará bastante nos próximos anos, a representatividade desse material no chamado “orçamento do carbono” também crescerá. O Fórum Econômico Mundial estima que, até 2050, os plásticos poderão consumir 15% desse orçamento global, comparado ao 1% que ele consome hoje. Num mundo que se prepara para reduzir massivamente suas emissões nas próximas décadas, o plástico pode ser um vilão e tanto para essas pretensões.

De acordo com o relatório publicado pelo Fórum, a única forma de evitar um desastre é investir massivamente na economia desse material e na infraestrutura de coleta e reciclagem em todo o mundo, particularmente nos países mais pobres. Se não houver avanços nessas frentes, os oceanos do planeta servirão como verdadeiros lixões flutuantes, nos quais existirão mais plásticos do que peixes.

Bruno Toledo

 

O plástico é um componente relevante dos resíduos sólidos urbanos, tanto pelo volume produzido quanto por seu elevado tempo de decomposição.

A Braskem, como maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, assumiu o compromisso de trabalhar para que o ciclo de vida do plástico seja mais sustentável.

O Programa Ser + Realizador é uma iniciativa que abrange os municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Alagoas e Bahia e busca promover a inserção social e econômica de catadores de materiais recicláveis ofertando cursos profissionalizantes, além de ajudar na eficiência da gestão de resíduos pós-consumo e na sustentabilidade ambiental nos municípios de atuação.

No Rio Grande do Sul, parte desta iniciativa está inserida no Programa de Inclusão Produtiva de reciclagem Todos Somos Porto Alegre, visto como referência local.

Todos Somos Porto Alegre foi originado por meio de uma parceria entre Braskem, prefeitura municipal, Mãos Verdes, uma organização da sociedade civil, e BNDES, com investimento de 18 milhões de reais até 2016.

Neste contrução coletiva, da qual a Braskem faz parte, além de ter financiado seu desenho e planejamento, a Prefeitura e o BNDES também disponibilizaram recursos e a Cooperativa Mãos Verdes apoia a sua gestão.

Após estudar a cadeia de reciclagem de Porto Alegre, a iniciativa busca modificar o cenário da reciclagem por meio de três projetos: Inclusão Produtiva no mercado de trabalho os condutores de Veículos de Tração Animal (VTAs) e de Veículos de Tração Humana (VTHs), Reestruturação das Unidades de Triagem de Porto Alegre para que as cooperativas se tornem atraentes para outras indústrias locais por conta da logística reversa, e Educação Ambiental para alunos, professores, catadores e comunidade.

Dentre os principais resultados obtidos pelo programa está um aumento de renda para 100% dos cooperados apoiados em mais de um ano, 23 mil pessoas sensibilizadas por meio de ações educativas e, teve no RS, entre 2011 a 2013, 749 beneficiários qualificados, sendo que de 2013 a 2014 113 beneficiários iniciaram atividade autônoma e 99 conquistaram novo emprego.

Milene Fukuda

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