No dia 08 de setembro passado, o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP (GVces) comemorou 12 anos de trabalho e dedicação em prol da sustentabilidade no Brasil.

O que começou com uma mesa de trabalho na biblioteca da FGV-EAESP é hoje um dos principais centros de estudo da Escola, com quase 60 pesquisadores de diferentes áreas do saber voltados para aquilo que o GVces se propõe a ser e fazer desde 2003: ser um espaço aberto de estudo, aprendizado, reflexão, inovação e de produção de conhecimento.

Nesses 12 anos de trabalho, o GVces despontou como um ator importante no campo da sustentabilidade no Brasil, articulando e trabalhando junto com o poder público, o setor privado, a sociedade civil e a academia na busca de soluções, ferramentas, metodologias e análises sobre os temas como economia de baixo carbono, compras sustentáveis, inovação na cadeia de valor, formação de lideranças, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, entre outros.

Saiba mais sobre o GVces aqui, e confira também nosso mais recente relatório de atividades.

 

Desde a semana passada, cinco empresas participantes do projeto Inovação e Sustentabilidade nas Cadeias Globais de Valor (ICV Global), do GVces e da Apex-Brasil, estão no estado norte-americano da Califórnia, em missão comercial para networking com investidores, empreendedores e pesquisadores, além de encontros com potenciais compradores.

Esta viagem conclui o processo de capacitação para internacionalização de micro e pequenas empresas que participaram do primeiro ciclo de atividades de ICV Global. Durante os últimos 18 meses, 10 empresas de pequeno porte foram preparadas para entrar no mercado internacional aproveitando diferenciais de inovação e sustentabilidade presentes em seus produtos e serviços. Desse grupo, a equipe do GVces e da Apex-Brasil selecionou as cinco que tiveram melhor desempenho nesse processo para realizar a viagem a um mercado externo comum a todas elas: os Estados Unidos.

Confira abaixo algumas imagens da delegação do projeto ICV Global em visitas na Califórnia.

ICV Global em visita a Stanford, no Vale do Silício

Equipe GVces, Apex-Brasil e empresas de ICV Global na Universidade da Califórnia em Berkeley

Delegação do projeto ICV Global também participou de seminário sobre "sustainable brands" em San Diego

Bruno Toledo, com imagens de Paulo Branco

 

As inscrições para participar do Guia EXAME de Sustentabilidade 2015 foram prorrogadas até o dia 12 de junho. O questionário está disponível aqui.

O Guia EXAME de Sustentabilidade é a maior e mais respeitada pesquisa realizada no Brasil sobre práticas de responsabilidade corporativa. A metodologia do guia e a análise dos dados são elaboradas pelo GVces. No ano passado, 228 empresas que operam no país participaram da pesquisa, e 69 foram destacadas ou mencionadas na publicação final.

Mais informações sobre o encontro e o Guia 2015 no site http://exame.abril.com.br/revista-exame/guia-de-sustentabilidade

Helton Barbosa

 

7o Fórum Mundial da Água ocorreu entre os dias 12 e 17 de abril nas cidades Daegu (foto) e Gyeongbuk, na Coreia do Sul. Promovido pelo Conselho Mundial da Água, o maior evento internacional sobre o tema ocorre a cada três anos e, em 2015, contou com a participação de 40 mil visitantes de 168 países, incluindo nove chefes de estado, 80 ministros e 100 delegações oficiais.

Durante o Fórum, este conjunto de atores multilaterais buscou soluções inovadoras para os atuais e futuros desafios da gestão sustentável da água, um bem público cada vez mais escasso e precioso. Em Daegu, o “Pavilhão Brasil” reuniu os brasileiros que participaram do Fórum, onde foram feitas apresentações por diversos atores envolvidos no tema. Foram apresentados, entre outros, os projetos que receberam o Prêmio ANA 2014 (categorias empresa, ensino, governo, imprensa, ONG, organismos de bacia e pesquisa e inovação tecnológica).

Os pesquisadores do Programa Política e Economia Ambiental do GVces, Alexandre Gross e Guilherme Lefèvre, foram convidados pela Agência Nacional de Águas (ANA) a apresentar os resultados da pesquisa “Análise custo-benefício de medidas de adaptação às mudanças climáticas na bacia hidrográfica do PCJ”.  O Estudo (pdf), encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente e realizado em parceria com a ANA, buscou aprofundar o entendimento sobre a aplicação de análises custo-benefício para a priorização de medidas adaptativas em um cenário de mudanças climáticas na Bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. A pesquisa foi apresentada na programação do Fórum durante o evento “Enhancing resilience through robust water policies and appropriate water management”, organizado pelo Alliance for Global Water Adaptation (AGWA) e UNESCO (International Hydrological Programme) e na agenda do Pavilhão Brasil.

Os resultados encontrados mostram que, sem processos adaptativos, as perdas econômicas incrementais na bacia representariam um percentual significativo do PIB da região em 2050. Em especial, só as perdas causadas pela mudança climática podem representar cerca de 25% a 40% destas perdas incrementais totais estimadas. Em outras palavras, um planejamento que não levasse em conta a mudança do clima estaria negligenciando pelo menos um quarto das perdas potenciais futuras causadas pela escassez hídrica nos usos analisados, ou seja, deixando de ver uma boa parte do problema.

O estudo também avaliou custos e benefícios da adoção de 10 medidas adaptativas, tais como a construção de barragens, reuso de águas cinzas, irrigação eficiente, incentivos econômicos etc.

As mudanças climáticas trazem impactos, traduzidos em desastres naturais e escassez de recursos ambientais, que já afetam e tendem a afetar ainda mais a economia e a sociedade brasileira. Medidas adaptativas devem ser pensadas como alternativas para evitar danos maiores às pessoas e ativos sob risco. Nesse contexto, a pesquisa apresentada durante o Fórum faz parte de um trabalho mais amplo realizado pelo GVces, que desenvolveu uma base teórica para a criação do Plano Nacional de Adaptação. O Plano, que vem sendo construído pelo governo federal, oferecerá uma estrutura regulatória para nortear a política brasileira em relação ao tema Adaptação. Seu objetivo maior é fortalecer a capacidade adaptativa do País, tornando nossa sociedade cada vez mais preparada para enfrentar os impactos da mudança global do clima.

Guilherme Lefèvre e Alexandre Gross

 

As inscrições para participar do Guia EXAME de Sustentabilidade 2015 estão abertas até o dia 29 de maio. O questionário está disponível aqui.

O Guia EXAME de Sustentabilidade é a maior e mais respeitada pesquisa realizada no Brasil sobre práticas de responsabilidade corporativa. A metodologia do guia e a análise dos dados são elaboradas pelo GVces. No ano passado, 228 empresas que operam no país participaram da pesquisa, e 69 foram destacadas ou mencionadas na publicação final.

Como em todos os anos, será realizado um encontro com empresas interessadas em participar do processo, para que possam tirar dúvidas sobre a publicação, o questionário e a metodologia de avaliação. Este evento acontecerá no próximo dia 27 (segunda), das 09h às 11h, no mezanino da sede da Editora Abril (Avenida das Nações Unidas, 7221, Pinheiros – São Paulo/SP). Para participar do encontro, confirme sua presença até 24/4 pelo telefone (11) 3037.2119 ou pelo e-mail victoria.olivares@abril.com.br. As vagas são limitadas.

Mais informações sobre o encontro e o Guia 2015 no site http://exame.abril.com.br/revista-exame/guia-de-sustentabilidade

Helton Barbosa

 

Em mais uma aplicação do jogo Celsius – o desafio dos 2 graus* , com grupo de 20 alunos intercambistas do Programa de Mestrado Profissional da FGV, pudemos observar fatos bastante curiosos a respeito do comportamento e atitudes dos gestores frente ao desafio das mudanças climáticas. Três aspectos nos chamaram a atenção em especial. O primeiro diz respeito à diferença de atitude e posicionamento entre os gêneros: as mulheres se mostraram mais colaborativas e preocupadas com o futuro do planeta do que os homens. São elas que, no jogo, pressionaram os homens a serem mais altruístas, a pensarem no bem coletivo e a dialogarem mais entre si, focando na cooperação.

O segundo aspecto diz respeito a uma possível comparação com jogadores brasileiros que participaram de rodadas do Celsius no passado. O grupo de europeus foi mais consciente no que diz respeito ao seu papel como cidadão e gestor de empresas na articulação e influência de políticas públicas. Suas jogadas mostraram que entendem o papel crucial do governo na mudança para uma economia de baixo carbono e que têm o direito, o poder e a obrigação de participar da discussão política.

Por fim, o terceiro e curioso aspecto foi a tomada de consciência, ali, durante o jogo, de um dos jogadores: a constatação de que o sistema educacional que temos hoje em vigor, principalmente os das escolas de negócio, ainda operam na mentalidade do business as usual, reproduzindo o conhecimento e a formação de futuros gestores numa lógica que simplesmente não dá conta de atender os desafios da realidade atual. Por exemplo, os dilemas entre as decisões empresariais e as mudanças climáticas.

Sobre os resultados dessa aplicação: das quatro mesas, apenas uma foi capaz de manter o aumento da temperatura do planeta abaixo dos 2oC. Todas as outras não conseguiram reduzir as emissões e estouraram o termômetro! Isso nos mostra como ainda temos um longo caminho a percorrer…       

Fernanda Carreira, com a colaboração de Mariana Nicolletti
Foto: Beatriz Kiss

* “Celsius – o desafio dos 2 graus” é um jogo desenvolvido pelo GVces em parceria com a Fabiano Onça Games com o objetivo de promover a reflexão a respeito dos papéis das empresas, cidadãos e governo na transição para a economia de baixo carbono e da importância da articulação entre esses atores. Saiba mais nesse vídeo e nesse post.

 

Planejamento e inovação no setor elétrico estão cada vez mais em pauta nas discussões do governo, academia e setor privado. As pautas permeiam desde questões relacionadas à matriz energética brasileira, passando por mudanças climáticas, até tecnologias para o setor. Neste contexto, o GVces acompanhou a Mesa Redonda do Fórum de Inovação da FGV- EAESP, com o tema Inovação e Competitividade para o Setor Elétrico Brasileiro, que ocorreu no início de junho.

A primeira apresentação do fórum contou com a participação do Dr. Máximo Luiz Pompermayer, Superintende de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética da ANEEL. Máximo abordou sobre a falta de profissionais no setor elétrico brasileiro, em especial, na academia, o que está impactando negativamente no avanço tecnológico do setor. De acordo, com os dados apresentados por Máximo, cada um milhão de dólares investido em P&D no mundo gera um pedido de patente, no setor elétrico brasileiro são necessários dez milhões de dólares em P&D para cada pedido de patente. Além da expansão da pesquisa tecnológica no setor elétrico, Máximo ressaltou sobre a necessidade de maior integração entre a estratégia tecnológica com estratégia setorial.

As empresas de energia CPFL e EDP também participaram do evento. Vinicius Teixeira, gerente de inovação do grupo CPFL, palestrou sobre os temas de inovação definidos pela empresa, sendo estes: competitividade e sustentabilidade, mobilidade elétrica, cidades inteligentes e inovação corporativa. Smart city e smart grid tiveram destaques na apresentação, com uma visão de futuro bastante interessante: a gestão do serviço de eletricidade deve ser integrada aos demais serviços, como água e segurança, explorando assim as sinergias e simplificando a vida dos clientes.

João Brito Martins, Gestor Executivo de Inovabilidade, da EDP Brasil trouxe em sua apresentação as perspectivas da empresa em relação à expansão da energia solar. As expectativas é que este tipo de energia cresça ainda mais, sendo que o Brasil possui um nível de irradiação para geração e os equipamentos devem ter uma baixa no custo.

O ponto alto do fórum foi a participação da professora Goret Pereira Paulo, diretora do núcleo de energia da FGV Energia. Goret palestrou sobre as perspectivas e necessidades do setor da energia elétrica em 2020, a priorização das fontes de energias renováveis e novas tecnologias. Entre os pontos abordados o que mais chamou atenção foi à necessidade da expansão e modernização das linhas de transmissão. E de fato esta é uma questão que precisa de mais planejamento e destaque no setor, por exemplo, o leilão para transmissão da energia que será gerada em Belo Monte (PA) está atrasado, por uma demora no lançamento do edital. E, no Nordeste, cerca de 26 parques eólicos não entraram em operação, pois as linhas de  transmissão para transporte da energia produzida não estão prontas. É importante informar que as linhas de transmissão não são de responsabilidades dos parques eólicos.

Além disso, foi apresentada a necessidade de investimento na tecnologia de transmissão de ultra alta tensão (UAT), que reduz as perdas de energia. Estudos apontam que cerca de 15% a 20% de energia é perdida na atual rede de transmissão brasileira. No final do evento houve um debate entre os palestrantes e participantes do fórum.

Desse modo, o Fórum de Inovação trouxe uma perspectiva abrangente sobre o contexto tecnológico do setor elétrico, uma dimensão fundamental para se entender a complexidade de como inovar neste setor, que passa por desafios adicionais como a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas e as relações entre desenvolvimento local e inserção dos grandes empreendimentos de geração de energia.

Betânia Villas Boas

 
foto: Daniela Schmidt

foto: Daniela Schmidt

Um círculo com todos a cada refeição, com danças, cantos e agradecimentos ofertados pelos que alí estavam, em diferentes linguas, diferentes abordagens, e sempre acolhidos com entusiasmo por todos.

Esquecemos que tudo, absolutamente tudo o que comemos, vem da terra, vem da absorção da luz do Sol, dos nutrientes cultivados ha anos nos solos… esquecemos de agradecer à fonte.

Parece hipie. Aliás, tudo na Aldeia poderia ser hipie, mas vejo como ‘Envelhaçao’, um resgate do antigo modo, necessário para resignificarmos nossa relação com o planeta, pois essa relação moderna, fria e desconectada, só gerou escassez, pobreza e fome.

Um exemplo bem diferente do nossa rotina foi que durante todo o período da Aldeia foi mantido por um Guardião do Fogo, seguindo todo o ritual e tradição dos Xamãs, um fogo sagrado, que nunca apagava, uma fogueira em uma linda clareira no meio da mata. Alí todos os dias aconteciam cerimonias de celebração do poder do fogo.

Impressionante como a cidade nos separa de qualquer ritual e celebração do sutil. Parpicipei de duas dessas cerimônias e mudei completamente minha relação com o fogo, parecia que dentro de mim este outro sentido já existia, mas estava adormecido, consegui me conectar com a pureza e poder de transmutação do fogo. Enfim, dificil descrever pois esse tipo de vivência não cabe em palavras, mas gostaria de aqui fazer um convite para aqueles que sentirem de experimentar esse sagrado. Agradeça sua comida, agradeça à fonte, agradeça o Sol por prover toda a nossa energia e nutrição. Experimente esse resgate, pois é deste lugar interno que nasce a verdadeira sustentabilidade, pois o respeito e cuidado tornam-se naturalmente obvios. (por Maria Piza)

foto: Daniela Schmidt

 

foto: Daniela Schmidt

Enquanto muito se falava em vários territórios da Rio+20, na Aldeia Nova Terra, Território do Futuro da Cúpula dos Povos, se fazia, ou melhor, vivia.

Realizada no Sítio das Pedras, a 1,5km de distância do Rio Centro (local das negociações oficiais), a Aldeia mostrou que já existe um novo mundo acontecendo, que vem amadurecendo um novo jeito de pensar, agir e principalmente Ser. Aproximadamente 200 pessoas passavam por alí por dia, de todos os cantos do mundo, grupos sociais, religiosos e ideológicos, e todos, rapidamente, entravam em uma outra engrenagem.

Confesso que poucas vezes vi uma missão ser tão genuinamente incorporada: ‘trazer o sagrado para o dia a dia das pessoas, ser um exemplo de desenvolvimento sustentável e um laboratório para uma economia verde, solidária e co-criativa.’ Era exatamente isso que eu vi acontecer durante os 5 dias que vivenciei a Aldeia. O exemplo mais gritante no começo foi experenciar o silêncio no camping, a qualquer hora, pois respeito é um valor cultivado por todos.

Oficinas de alimentação viva, canto, dança, arte, instrumentos; ferramentas de diálogo como Comunicação Não Violenta (CNV), Dragon Dreaming (John Croft), Art of Hosting; feira de trocas, feira de sementes; ioga, meditação, capoeira, Tai Chi Chuan; xamanismo, hinduismo, cristianismo, ateísmo, espiritismo… tudo isso acontecendo ao mesmo tempo e o principal, sem nenhum líder, em um movimento orgânico, co-criado e auto-gestionado, onde todos eram professores, oficineiros, pedreiros, cozinheiros e o que mais precisasse ser. Todos simplesmente fazendo a sua parte, contribuindo com o seu melhor e respeitando verdadeiramente o outro. (por Maria Piza)

foto: Daniela Schmidt

 

O GVces se uniu à CNI, ao CBEDS e ao Ethos no grupo denominado Iniciativas Empresariais pelo Clima (IEC), com o intuito de sincronizar suas ações em mudanças climáticas e economia de baixo carbono e propiciar uma plataforma para o setor empresarial de discussão e orientação a respeito da conferência da ONU sobre mudanças climáticas (COP-17), que acontece de 27/11 a 10/12 na África do Sul.

Além de promover encontros na Conferência de Durban e assessorar os representantes de empresas no acompanhamento de negociações e de eventos paralelos, o IEC acaba de lançar um blog onde publicará reflexões e relatos sobre o que acontece na COP e assuntos relacionados.

Acesse: http://www.empresasnacop.com.br

© 2016 GVces - Coletivo Sustentável Suffusion theme by Sayontan Sinha