Pelo segundo ano consecutivo, o Dia da Revolução da Moda - Fashion Revolution Day - será celebrado em quase 70 países com o intuito de conscientizar o consumidor sobre o verdadeiro custo de nossas roupas. Milhares de trabalhadores no mundo todo são submetidos a condições precárias em confecções têxteis sem que tenhamos pistas das injustiças e violações de seus direitos.

O momento pede a nossa atenção, curiosidade, respeito e atitude. Por isso, o Fashion Revolution quer saber: Quem fez minhas roupas? E você?

A equipe do Brasil convida a todos para conhecerem a proposta do movimento, conversar com profissionais da área e com quem já fez diferente, em um bate papo criativo e um lounge delicioso para finalizar!

Aqui em SP, o encontro acontecerá amanhã, às 19h, na Arena do Matilha Cultural – R. Rêgo Freitas, 542, próximo ao metrô República. Uma das convidadas será Ana Coelho, pesquisadora do programa Inovação na Criação de Valor do GVces. Para participar, é só confirmar no e-mail brasil@fashionrevolution.org.

Saiba mais sobre o movimento e a programação de eventos no Brasil.

 

“Um app para quem gosta de moda – mas quer consumir de maneira consciente”. Assim é anunciado o aplicativo que responde ao contexto recente de denúncias a marcas de roupa que produzem com impactos socioambientais, como o trabalho análogo ao escravo.

“A proposta é trazer ao público, de forma ágil e acessível, as medidas que as marcas – as principais varejistas de roupas do país e empresas que já foram flagradas pelos fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – vêm tomando para evitar que as peças vendidas em suas lojas sejam produzidas por mão de obra escrava.

Todas as companhias foram convidadas a responder um questionário e, com base nas respostas, receberam uma pontuação que as classifica em três categorias de cores – verde, amarelo e vermelho –, de acordo com sua conduta. Aquelas que não responderam foram automaticamente incluídas na categoria vermelha.”

São quatro os indicadores:

1. Políticas: compromissos assumidos pelas empresas para combater o trabalho escravo em sua cadeia de fornecimento.
2. Monitoramento: medidas adotadas para fiscalizar os fornecedores de roupa.
3. Transparência: ações tomadas para comunicar aos clientes o que tem sido feito para monitorar fornecedores e combater o trabalho escravo.
4. Histórico: resumo do envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O app é um serviço gratuito ao consumidor, desenvolvido a partir da apuração da equipe de jornalismo da Repórter Brasil.

Fernanda Carreira

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