Está no ar a campanha de financiamento coletivo (crowdfunding) do Cursinho FGV, uma iniciativa importante dos alunos da Fundação Getulio Vargas de São Paulo que oferece um curso pré-vestibular totalmente gratuito e de qualidade a jovens de baixa renda.

Desde a sua criação, em 2013, mais de 500 alunos passaram pelo Cursinho FGV, que permitiu a eles superar dificuldades e defasagens do ensino médio público e se preparar para participar dos processos seletivos de instituições de ensino superior como a USP, UNICAMP, UNIFESP, UFSCar, além da própria FGV-SP.

Além das aulas, o Cursinho FGV também oferece aos seus alunos condições básicas para que eles possam participar das atividades – como vale-alimentação, vale-transporte e material didático. No entanto, para que esse esforço possa continuar, os alunos da FGV-SP precisam da sua ajuda.

Participe da campanha de financiamento coletivo para continuidade e expansão das atividades do Cursinho FGV! Saiba mais sobre o Cursinho e como participar dessa campanha no link http://www.kickante.com.br/campanhas/expande-cursinho-fgv

 

Promovido pelo Instituto Cidade Democrática, o Concurso de Ideias Causas Comuns é uma iniciativa para colaborar com a construção de propostas nas áreas de transparência, acesso à justiça e segurança em São Paulo. Durante quatro meses, o projeto contou com a participação de 135 pessoas que trabalharam na construção de 76 propostas.

Agora o concurso chegou à fase de Aplauso, momento de decidir as 12 propostas vencedoras, que ganharão visibilidade nas redes e serão apresentadas à Prefeitura de São Paulo e à sociedade em evento público.  O período de votação vai até 03 de fevereiro e os vencedores serão aqueles que conseguirem o maior número de apoios possível.

Faltam menos de 10 dias para o fim dessa fase e até o momento, entre as propostas mais relevantes – aquelas com mais seguidores, comentários e apoios — estão: “Estações de Apoio para Ciclovias de São Paulo: Soluções Sustentáveis para a Segurança dos Usuários”, “Grêmio na Escola e Direitos Humanos Também”, “Transparência Imobiliária”, e “Publicidade e Transparência nos Processos Municipais com Acesso e Busca Através de Portais de todos os Órgãos Municipais”, uma proposta construída colaborativamente pelo Movimento Voto Consciente.

Conheça as propostas e apoie.

 

Até 17 de janeiro, a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade – RAPS – estará com inscrições abertas para o processo seletivo. Os interessados podem se inscrever para participar dos projetos Líderes RAPS, Empreendedores Cívicos ou Jovens RAPS.

O projeto Líderes RAPS é direcionado a pessoas vocacionadas a atuar diretamente na política institucional, com potencial para participarem ativamente de processos eleitorais, comprometidas com a ética, a transparência, e os valores e princípios da sustentabilidade.

O Empreendedores Cívicos visa a potencializar a participação da sociedade na vida política do Brasil com o objetivo de fortalecê-la e aprimorá-la, colaborando, por exemplo, em campanhas eleitorais e em mandatos eletivos.

Por último, o projeto Jovens RAPS tem foco em pessoas de 18 a 30 anos de idade, que possuem uma ação política já constituída. Independentemente desta trajetória política estar ligada ou não à política institucional, os jovens têm clara intenção em se candidatar a cargos eletivos ou participar do processo de fortalecimento da política institucional. Além disso, os participantes deste projeto estão ligados no desenvolvimento de suas compreensões sobre política de forma prática como, por exemplo, envolvendo-se em campanhas eleitorais e em mandatos eletivos.

A RAPS é uma entidade civil, sem fins lucrativos, de natureza apartidária e com pluralidade ideológica, cuja missão é contribuir para o aperfeiçoamento da democracia e do processo político brasileiro por meio, principalmente, da identificação e apoio a atuais e novas lideranças políticas. A RAPS se propõe a ser uma resposta de como é possível empreender na política de forma inovadora por um Brasil ético e sustentável. Saiba mais em http://www.raps.org.br/

 

Seis líderes inovadores participarão da cerimônia de premiação da 11ª edição do Prêmio Empreendedor Social e da 7ª do Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro, no dia 18/11, quarta-feira, a partir das 19 horas, no Masp (Museu de Arte de São Paulo), na capital paulista. A entrega dos prêmios será transmitida ao vivo pelo site da Folha e pelo UOL, com acessibilidade para deficientes auditivos e visuais.

O evento, restrito a convidados, terá como mestres de cerimônias a atriz e colunista da Folha Denise Fraga e o ator Antonio Fagundes e contará com o espetáculo musical da Caravana Tonteria, capitaneada pela atriz Letícia Sabatella. Representando a Fundação Schwab, realizadora do Prêmio Empreendedor Social no mundo inteiro, estará Marisol Argueta, também diretora do Fórum Econômico Mundial na América Latina.

“Nesta edição, selecionamos finalistas que se dedicam a enfrentar problemas sociais muito relevantes como o acesso à educação, à moradia, à melhoria da gestão pública e ao combate à violência contra a mulher”, afirma Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha. Em 11 anos, o concurso já identificou e destacou mais de 70 iniciativas.

“Temos premiado, em mais de uma década, empreendedores sociais inovadores que têm ajudado a transformar a realidade brasileira”, destaca Dávila. Só neste ano passaram pelo crivo de um rigoroso processo de avaliação 141 candidatos inscritos nas duas premiações.

Desde o último dia 27, os internautas de todo o país podem votar na sua iniciativa preferida por meio da categoria “Escolha do Leitor”, disponível no site folha.com/empreendedorsocial e no UOL. No voto popular, os seis empreendedores finalistas concorrem de igual para igual. Todos eles gravaram um vídeo de um minuto para convencer os internautas de que seus projetos merecem vencer. Depois de assistir a cada um, o leitor já pode votar do seu favorito.

As premiações principais do concurso são definidas por um júri especializado, que analisa todos os candidatos por inovação, sustentabilidade, impacto social, influência em políticas públicas, perfil, alcance e abrangência do projeto e seu efeito multiplicador. O corpo de jurados recebe diversos materiais sobre os empreendedores, elaborado por uma equipe de jornalistas da Folha de S. Paulo que visita os finalistas e realiza entrevistas com suas famílias, equipes de trabalho, parceiros, amigos, patrocinadores e beneficiários.

O Prêmio Empreendedor Social tem patrocínio da Coca-Cola e CNI e conta com a TAM como transportadora oficial. UOL, ESPM e Fundação Dom Cabral são parceiros estratégicos.

TRÊS LÍDERES CONCORREM AO PRÊMIO EMPREENDEDOR SOCIAL 2015 

Eliana Sousa Silva, 53, técnica em educação – fundadora da Redes da Maré, organização que constrói uma rede de desenvolvimento territorial do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, por meio de projetos de educação, arte e cultura, mobilização, segurança pública, desenvolvimento local, comunicação, combate à violência e geração de trabalho e renda. Ao longo dos oito anos, já impactou positivamente mais de 35 mil pessoas. Só em 2014 foram mais de 5 mil beneficiários. Site: www.redesdamare.org.br

Luís Eduardo Salvatore, 38, fotógrafo e advogado – fundador do IBS (Instituto Brasil Solidário), em São Paulo, organização que atua por uma educação de qualidade, modernização do ensino, desenvolvimento sustentável e aproximação entre comunidade escolar e poder público. Opera em municípios de até cem mil habitantes com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), sobretudo no Norte e Nordeste. Em uma década, beneficiou mais de 250 mil pessoas com: capacitação de educadores, atendimentos odontológicos e distribuição de kits escolares. Site: www.brasilsolidario.org.br

Sérgio Rodrigo Andrade, 38, cientista social – fundador da Agenda Pública, em São Paulo, negócio social que tem como propósito aprimorar a gestão pública e a governança democrática e incentivar a participação social. Desde sua criação, em 2009, já beneficiou mais de 10 mil pessoas com variadas consultorias em diferentes municípios brasileiros. Seu foco são localidades impactadas por grandes obras e mega empreendimentos, como a chegada de uma mineradora em regiões carentes de serviços e de estrutura. Site: www.agendapublica.org.br

TRÊS JOVENS ESTÃO NA FINAL DO PRÊMIO FOLHA EMPREENDEDOR SOCIAL DE FUTURO 2015

Fernando Assad, 32, administrador – fundador do Programa Vivenda, em São Paulo, negócio social que colabora para a melhoria da saúde e da qualidade de vida da população de baixa renda, por meio de reformas habitacionais de baixo custo e alto impacto. O Vivenda oferece um único pacote que inclui crédito, assistência técnica, materiais de construção e mão de obra qualificada. Já foram realizadas 134 reformas, beneficiando, diretamente, 603 pessoas da Favela Erundina. Site: www.programavivenda.com.br

Gustavo Fuga dos Reis, 22, estudante de economia – fundador da 4YOU2, em São Paulo, negócio social de ensino da língua inglesa em bairros vulneráveis da capital paulista. Em relação a outras escolas de idiomas, tem como principais diferenciais o valor acessível das mensalidades (R$ 76) e o fato de trabalhar com professores estrangeiros. Conta com unidades nos bairros do Capão Redondo, Campo Limpo, Jardim Ângela e Heliópolis. Em três anos, já beneficiou 4 mil alunos. Site: www.4y2.org

Panmela Silva e Castro, 34, artista – fundadora da Rede Nami, no Rio de Janeiro, organização que tem como propósito multiplicar o empoderamento das mulheres sobre seus direitos por meio das artes urbanas, principalmente o grafite. Propõe a superação das desigualdades nos planos pessoal, econômico, político e social. Desde sua criação, em 2012, a rede beneficiou 5 mil pessoas em oficinas e workshops. Só em 2012 foram pintados mais de 4 mil m2 de murais com mensagens sobre a violência contra a mulher. Site: www.redenami.com

A partir desta terça-feira (27), os internautas de todo o país podem votar na sua iniciativa preferida por meio da categoria “Escolha do Leitor”, disponível no site folha.com/empreendedorsocial e no UOL. No voto popular, os seis empreendedores finalistas concorrem de igual para igual. Todos eles gravaram um vídeo de um minuto para convencer os internautas de que seus projetos merecem vencer. Depois de assistir a cada um, o leitor já pode votar do seu favorito.
As premiações principais do concurso são definidas por um júri especializado, que analisa todos os candidatos por inovação, sustentabilidade, impacto social, influência em políticas públicas, perfil, alcance e abrangência do projeto e seu efeito multiplicador. O corpo de jurados recebe diversos materiais sobre os empreendedores, elaborado por uma equipe de jornalistas da Folha de S. Paulo que visita os finalistas e realiza entrevistas com suas famílias, equipes de trabalho, parceiros, amigos, patrocinadores e beneficiários.
O Prêmio Empreendedor Social tem patrocínio da Coca-Cola e CNI e conta com a TAM como transportadora oficial. UOL, ESPM e Fundação Dom Cabral são parceiros estratégicos.

 

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que tem entre seus membros o GVces, reconhece avanços no conjunto de contribuições anunciadas pelo governo brasileiro para o acordo mundial sobre o clima (INDC), mas salienta uma necessária interação entre sociedade e governo para acompanhamento de métricas e de mecanismos de implementação. O movimento dará início, agora, a um mergulho nos marcos econômicos relacionados à INDC para entender as demandas e desdobramentos necessários. Em novembro, apresentará conclusões, de forma a auxiliar nos debates da COP 21.

Presidente Dilma Rousseff anunciou a INDC brasileira no último domingo, durante a Conferência da ONU para a Agenda do Desenvolvimento Pós-2015 (foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

Representantes da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura analisaram as contribuições brasileiras para o acordo do clima, a chamada INDC, e concluíram: os números propostos são expressivos, demandarão muito esforço na implementação e alinhamento entre a sociedade, os setores produtivos e o governo. O movimento — composto por mais de 100 empresas, organizações da sociedade civil, centros de pesquisa e entidades setoriais, entre elas o GVces — observa que a redução de emissões de GEE (Gases do Efeito Estufa), de 37% até 2025 e de 43% até 2030 com base em 2005, é mais expressiva do que se sinalizava até então.

Os itens abordados no anúncio da INDC renderam duas ressalvas: ainda não foi definida a previsão de curto prazo, imediata, e há necessidade de maior envolvimento da sociedade nas métricas e nos mecanismos de implementação nas várias frentes. “É valioso observar que houve um compromisso de aliar os diversos setores pela meta global de não ultrapassar o aumento da temperatura média do planeta para além de 2°C, a ser pactuado na Conferência da ONU para a Mudança do Clima, a COP-21, que acontece em dezembro, em Paris”, salienta Celina Carpi, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos. “Mas a interação com a sociedade será fundamental daqui para frente para garantirmos mecanismos que concretizem as contribuições. Esse é, de fato, o grande desafio do Brasil.”

Com a publicação das contribuições brasileiras, a Coalizão inicia agora um mergulho nos marcos econômicos citados no documento. A equipe de especialistas pretende estudar demandas, desdobramentos e esforços necessários para colocar em prática os compromissos do país. Em meados de novembro, estará pronta uma avaliação de impactos macroeconômicos, sociais e relativos às emissões, de maneira que possa agregar dados às discussões da COP e para trabalhar junto com o governo. “A Coalizão tem propostas e instrumentos para contribuir com a implementação dos compromissos assumidos. Acreditamos que por meio do diálogo do governo com a Coalizão, com o setor empresarial e com os vários segmentos envolvidos nessa frente, será possível traçar um plano tático operacional, que levará ao caminho para uma economia de baixo carbono”, diz Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds).

Mudança de uso da terra continua sendo uma frente crucial de ação para conter as emissões de gases de efeito estufa no Brasil (foto: Wikimedia Commons)

Ponto por ponto

No que se refere ao uso da terra e à agropecuária, o anúncio envolveu 32 milhões de hectares: 12 milhões ligados à recuperação de florestas, 15 milhões vinculados a pastagens e outros 5 milhões à integração lavoura-pecuária-floresta. “Não se trata de um total trivial, pois o volume é significativo”, aponta Roberto Waack, presidente do conselho da Amata. Entretanto, estudos indicam que a área total de florestas a ser recuperada pode ser bem maior. Chegar a essa dimensão com mais exatidão dependerá da consolidação dos próprios estudos, da aplicação do CAR (Cadastro Ambiental Rural) e do Código Florestal. “O compromisso da Coalizão é com os números que vierem da implementação do Código. Portanto, se ele indicar que a área potencial é maior do que aquela anunciada na INDC, a Coalizão trabalhará com esse novo número”, explica Roberto.

Beto Mesquita, diretor de Estratégia Terrestre da Conservação Internacional, destaca outro aspecto: “É fundamental também detalhar essa meta entre as diferentes formas de reflorestamento — restauração de ecossistemas, restauração produtiva e plantações florestais homogêneas — considerando que cada uma delas apresenta potencial de armazenamento de carbono diferente, além de produzirem impactos distintos na resiliência climática e hídrica, tanto para a agricultura quanto para as cidades”.

Já a escala apresentada para a recuperação de pastagens degradadas foi classificada como relevante pelas lideranças da Coalizão. A ordem de grandeza alinha-se com as expectativas do movimento. O vínculo mencionado entre agropecuária e floresta também é importante. No entanto, mais uma vez, a questão-chave que se coloca são os mecanismos para se alcançar os resultados esperados. Mauro Armelin, superintendente de Conservação do WWF, explica: “Precisamos detalhar quais esforços tecnológicos o governo pretende adotar, quais incentivos financeiros e como se dará o aperfeiçoamento de programas já existentes, como o Plano ABC (Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixo Carbono na Agricultura)”.

A maior ambição ficou por conta da integração de lavoura-pecuária-floresta, em 5 milhões de hectares. “Essa integração ainda é incipiente no Brasil, começaremos praticamente do zero”, diz Gustavo Junqueira, presidente da Sociedade Rural Brasileira. Segundo ele, o tema requer muita pesquisa para entender o impacto relativo às efetivas emissões, bem como instrumentos financeiros e jurídicos para viabilizar a implantação do Código Florestal e o avanço da produtividade nas propriedades rurais. “Além disso, o Brasil também terá de criar mecanismos para estabelecer segurança jurídica, essencial na garantia dos investimentos necessários para consolidar a integração. Trata-se de uma fronteira que o país está assumindo perante o mundo.”

Meta do governo brasileiro é zerar desmatamento ilegal no Brasil até 2025 (foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Bem antes de 2030

A Coalizão entende que o fim do desmatamento pode acontecer muito antes de 2030. “Não podemos ficar confortáveis esperando mais 15 anos para pôr fim a essa situação”, aponta João Paulo Capobianco, presidente do Conselho Diretor do Instituto Democracia e Sustentabilidade. “Para isso, como determina a Constituição e a legislação em vigor, é urgente lançar mão de todos os instrumentos de apoio na identificação e punição severa de quem provoca o desmatamento, bem como de incentivos que precisarão ser amplamente utilizados”, acrescenta Miriam Prochnow, secretária executiva do Diálogo Florestal. A Coalizão listou recursos que auxiliam na minimização gradual do desmatamento ilegal, de maneira que esse impacto nas emissões do país se torne residual em 2030. É preciso fazer tudo funcionar muito rápido.

“Antecipar o fim do desmatamento ilegal estaria de acordo também com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, aponta Rachel Biderman, diretora executiva do WRI Brasil (World Resources Institute). A meta 15.2 dos ODS determina que até 2020 todos os países promovam a implementação da gestão sustentável de todos os tipos de florestas, deter o desmatamento, restaurar florestas degradadas e aumentar o reflorestamento de maneira substancial globalmente.

Ainda dentro desse debate, o movimento acrescenta que o país deve participar ativamente da valorização da floresta tropical, dos mecanismos de pagamento pelos serviços ambientais, dos mecanismos de precificação de carbono, do manejo florestal sustentável e da eliminação da ilegalidade na madeira. “Esses pontos estarão nas discussões de Paris e devem ser considerados pelo governo”, reitera José Penido, presidente do conselho da Fibria Celulose.

Quanto à área de energia, a meta de participação de 16% de etanol carburante e demais biomassas derivadas da cana-de-açúcar no total da matriz energética brasileira para 2030 mantém a participação que o etanol e a bioeletrecidade já têm hoje. “Dependendo das estimativas de crescimento da demanda de energia, isso pode exigir um esforço de investimento considerável”, avalia Elizabeth Farina, diretora-presidente da União Nacional das Indústrias da Cana-de-Açúcar (Unica).

Por fim, os membros da Coalizão lembram que é preciso que haja uma valorização pelo mercado internacional de todos os esforços em prol da sustentabilidade ambiental. O comércio internacional precisa reconhecer e valorizar os compromissos para se atingir as metas climáticas. Finalmente, para a Coalizão, a INDC apresentada somada à aspiração do movimento terão enorme potencial na cooperação Sul/Sul e no desenvolvimento dos países do hemisfério sul do planeta dentro de uma nova ordem econômica, baseada na baixa emissão de carbono.

 

 

Depois de meses de espera, finalmente o Vaticano divulgou hoje a primeira encíclica do papa Francisco, Laudato Si’, na qual o sumo pontífice católico aborda a crise ambiental e as relações entre homem, espiritualidade e natureza. Como é repetido diversas vezes no texto papal, “tudo está conectado” – as ações humanas sobre a natureza, a degradação dos recursos naturais e as mudanças do clima, e a necessidade de um esforço comum da humanidade para recuperar sua própria “casa”.

Na encíclica, Francisco vai além da simples constatação da realidade dramática do meio ambiente: a encíclica se desenvolve a partir de uma interpretação própria sobre a relação entre Deus, a humanidade e o meio ambiente, enveredando em questões políticas mais espinhosas (como a lentidão das negociações internacionais, a dificuldade de se abandonar os combustíveis fósseis, e até mesmo o modelo atual de licenciamento ambiental), e avançando mesmo em temas ainda radicais em alguns círculos não-religiosos, como o conceito de decrescimento.

Nas últimas semanas, existia uma expectativa muito grande sobre o conteúdo da primeira encíclica integralmente escrita por Francisco em seu papado (a primeira encíclica publicada por Francisco, Lumen fidei, publicada em 2013, foi escrita em grande parte pelo seu antecessor, o papa emérito Bento XVI). Faltando menos de seis meses para a decisiva Conferência do Clima de Paris, a COP 21, as lideranças políticas globais ainda não demonstraram o engajamento necessário para que tenhamos um acordo climático efetivo na luta contra as mudanças do clima. A entrada do papa Francisco no rol dos “champions” dessa luta é um fato importante, pois coloca a maior igreja cristã do planeta no esforço global para preservar o meio ambiente e, mais especificamente, reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

Na semana passada, o Observatório do Clima publicou um vídeo hilário sobre a encíclica climática de Francisco, produzido pela OurVoices (EUA). Esse vídeo rodou o mundo e fez bastante sucesso, chamando a atenção das pessoas para o texto que Francisco divulgaria nesta semana. Caso você ainda não o tenha visto, confira o vídeo abaixo:

Confira também uma análise detalhada da encíclica Laudato Si’ feita pelo OC.

Bruno Toledo

 

As inscrições para participar do Guia EXAME de Sustentabilidade 2015 foram prorrogadas até o dia 12 de junho. O questionário está disponível aqui.

O Guia EXAME de Sustentabilidade é a maior e mais respeitada pesquisa realizada no Brasil sobre práticas de responsabilidade corporativa. A metodologia do guia e a análise dos dados são elaboradas pelo GVces. No ano passado, 228 empresas que operam no país participaram da pesquisa, e 69 foram destacadas ou mencionadas na publicação final.

Mais informações sobre o encontro e o Guia 2015 no site http://exame.abril.com.br/revista-exame/guia-de-sustentabilidade

Helton Barbosa

 

Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha mostra que o brasileiro está muito preocupado com as mudanças climáticas e acha que o governo não compartilha dessa preocupação.

Segundo o levantamento, encomendado pelo Observatório do Clima e pelo Greenpeace Brasil, 95% dos cidadãos acham que as mudanças climáticas já estão afetando o Brasil. Para nove em cada dez entrevistados, as crises da água e energia têm relação direta com o tema, sendo que para 74% há muita relação entre a falta de água e energia e as mudanças do clima. No entanto, para 84% dos entrevistados, o poder público não faz nada ou faz muito pouco para enfrentar o problema. O Datafolha ouviu 2.100 pessoas em todas as regiões do país.

Os entrevistados também apontaram possíveis formas para resolver o problema. Entre as soluções apontadas estão a redução do desmatamento, melhorias no transporte coletivo e investimentos em energias renováveis. Mais de 80% dos brasileiros acham que essas ações inclusive trarão benefícios para a economia nacional.

A pesquisa mostrou, ainda, que o brasileiro se enxerga como parte da solução: 62% dos entrevistados estão dispostos a instalar um sistema de microgeração de energia solar em casa – equipamentos conhecidos por 74% do público consultado. Diante da hipótese de ter acesso a uma linha de crédito com juros baixos e a possibilidade de vender o excesso de energia para a rede elétrica, o percentual e interessados sobre para 71%.

Sobre a atuação do governo, a pesquisa Datafolha mostra que o brasileiro tem uma percepção bastante crítica: para 48%, o governo federal está fazendo menos do que deveria em relação às mudanças climáticas; para 36%, ele simplesmente não está fazendo nada. Os mais críticos são os brasileiros das regiões Nordeste e Sudeste. Mas, para 2/3 dos entrevistados, o Brasil deveria assumir uma posição de liderança no enfrentamento do problema em nível internacional. No Nordeste, esse índice chega a 74%.

A pesquisa também confirma que existe um bom entendimento das causas das mudanças do clima. Apresentados a nove possíveis causas, os entrevistados apontaram com mais frequência desmatamento (95%), queima de petróleo (93%), atividades industriais (92%), queima de carvão mineral (90%) e tratamento de lixo (87%).

A pesquisa foi realizada entre 11 e 13 de março de 2015. O Datafolha utilizou metodologia quantitativa, realizando entrevistas pessoais e individuais em pontos de fluxo populacional de 143 municípios de pequeno, médio e grande porte com pessoas com mais de 16 anos de idade. A margem de erro para o total da amostra é de 2,0 pontos percentuais para mais ou para menos. Clique aqui para acessar a pesquisa na íntegra. Confira também a matéria exibida no Fantástico (TV Globo) no último dia 17 sobre a pesquisa.

Bruno Toledo (com informações do Observatório do Clima)

 

Passada a temporada de chuvas em SP, o alívio foi pouco: mesmo com os reservatórios mais cheios, o volume de água ainda está muito abaixo do desejado e o perigo de desabastecimento continua mais vivo do que nunca, principalmente nos próximos meses, com as estiagens de inverno.

Por isso, a economia de água continua sendo a ordem do dia no Estado de São Paulo. Para que possamos garantir melhores condições hídricas nos próximos meses, precisamos reduzir ainda mais o consumo de água. Os números continuam apontando para um desperdício grande de água no Brasil: o brasileiro consome em média 165 litros de água todos os dias, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que esse consumo poderia ser mais baixo, entre 50 e 100 litros, o que continuaria atendendo confortavelmente as necessidades diárias de cada pessoa.

E para nos ajudar nesse esforço de redução de consumo e uso mais racional de água, a Aliança pela Água, coalizão de organizações da sociedade civil preocupadas com a segurança hídrica do Brasil, lançou a publicação online Água – Manual de Sobrevivência para a Crise.

Além de dicas para economizar água, o manual ensina também estratégias para sobreviver ao colapso – ou seja, caso a falta de água se prolongue por muito tempo.

Para a Aliança pela Água, a segurança hídrica do país depende de três fatores fundamentais: zerar o desmatamento, despoluir os rios, e recuperar parte da cobertura florestal brasileira, a começar pelas áreas de manancial e margens dos rios. Além disso, o poder público, junto com a sociedade civil, precisa desenhar um planejamento de longo prazo para a gestão da água.

Confira algumas das dicas desse manual para enfrentar a crise hídrica atual:

- armazene a água do chuveiro enquanto ela esquenta e a use para lavar louça e roupas;

- água do banho pode ser utilizada para limpeza da casa, rega de plantas e descarga sanitária;

- escovar dentes com meio copo ou menos;

- alimentos que serão cozidos ou comidos sem casca não precisam passar por esterilização;

- embalagens descartáveis que serão recicladas podem ser limpas com guardanapo sujo ou resto de papel;

- carros podem ser limpos com pano ou bucha úmidos e calçada só com vassoura.

Bruno Toledo (publicado originalmente no blog do Observatório do Clima)

 

O arquiteto Claudio Sassaki, 40, e o administrador Eduardo Bontempo, 30, fundadores da Geekie, são os grandes vencedores da edição de 10 anos do Prêmio Empreendedor Social. Eles desenvolveram uma plataforma pioneira, com soluções personalizadas, para melhorar o aprendizado de estudantes da educação básicas das redes pública e privada do país. Fundada há três anos, a Geekie já está em 90% dos municípios brasileiros, atingindo 17 mil escolas. Em 2013, 80% de seus usuários eram do ensino público.

“Tínhamos fortes concorrentes e foi uma surpresa muito boa quando chamaram nosso nome. Esse troféu é o reconhecimento de todo o trabalho duro e da dedicação dos últimos três anos”, comentou Bontempo durante a cerimônia de premiação, realizada no último dia 12. Ele reforçou que o processo de participação no Empreendedor Social serviu como um momento de autorreflexão sobre o trabalho que desenvolvem. Para Claudio Sassaki, o desafio agora é alcançar cada vez mais pessoas, principalmente aquelas que mais precisam. “Esse é um incentivo para continuarmos agindo em direção ao nosso objetivo, que é proporcionar uma educação de qualidade para todos”, destacou.

O publicitário Ronaldo Tenório, 28, o desenvolvedor Carlos Wanderlan, 32, e o arquiteto Thadeu Luz, 31, todos de Maceió (AL), conquistaram a 6ª edição do Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro com o aplicativo gratuito Hand Talk, que traduz em tempo real pequenos textos ou mensagens de áudio, em português, para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Lançado em julho de 2013, ele já foi eleito pela Organização das Nações Unidas (ONU) como melhor aplicativo de inclusão social do mundo. O software é gratuito para o usuário e pode ser usado em celulares, tablets, computadores e até em totens de informação. Hoje, contabiliza mais de 180 mil downloads, em todos os estados do Brasil, e cerca de 10 milhões de traduções.

Na categoria “Escolha do Leitor”, venceu o médico Hercilio da Luz Filho, 52. Ele fundou e preside a maior entidade filantrópica na área de nefrologia no Brasil, a Fundação Pró-Rim. A entidade recebeu 47% dos quase 65 mil votos dos internautas que participaram. Hercilio agradeceu a mobilização de toda a rede de contatos ligada à Fundação.

A entrega dos prêmios aconteceu em cerimônia para convidados no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na capital paulista. Pela primeira vez em 10 anos, contou com a presença de Hilde Schwab, mentora da Fundação Schwab, realizadora do Empreendedor Social em dezenas de países. Em seu discurso, Hilde se disse honrada e feliz por participar de um momento tão importante de celebração e reconhecimento das iniciativas de brasileiros. “O papel desses líderes é o caminho para a transformação do mundo. E, sem dúvida, os empreendedores sociais representam uma das formas de melhorar a sociedade, tornando-a mais inclusiva e próspera”, observou. A premiação foi transmitida ao vivo pelo site da Folha de S.Paulo e pelo UOL, com acessibilidade para deficientes auditivos e visuais.

No Brasil, o Empreendedor Social conta com a parceria exclusiva da Folha de S.Paulo. Maria Cristina Frias, jornalista e colunista da Folha, subiu ao palco para saudar os presentes e destacar os detalhes desse trabalho. “Nestes dez anos, tivemos mais de 2 mil candidatos, e é muito gratificante ver como os vencedores se desenvolvem com o passar dos anos”. Ela citou o exemplo do Projeto CIES, do médico Roberto Kikawa, vencedor da edição 2010, ocasião em que fazia 500 atendimentos por mês. Hoje, são 84 mil atendimentos mensalmente.

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