Quais são os fatores mais importantes para o desenvolvimento do ambiente empreendedor das capitais brasileiras? Em que áreas gestores públicos e organizações de fomento deveriam focar esforços para impulsionar o crescimento de empresas? Como ajudar empreendedores a escolher a cidade com as melhores condições para seu negócio?

Essas são algumas das perguntas que o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) pretende responder. Lançado pela Endeavor Brasil, o estudo traz uma verdadeira radiografia sobre o potencial do ambiente empreendedor de 14 capitais brasileiras analisadas no ano passado, de forma a ajudar governos e empreendedores a mapearem os pontos positivos e os desafios que cada cidade tem ao desenvolver seu ambiente de negócios. O ICE é baseado em metodologias internacionais e analisou mais de 50 indicadores, divididos em sete pilares: ambiente regulatório, acesso a capital, mercado, inovação, infraestrutura, capital humano e cultura empreendedora.

Saiba mais sobre as principais conclusões do estudo aqui.

Flora Arduini

 

Criadores de projetos inovadores em áreas como saúde, educação e meio ambiente, com mais de três anos de atuação e comprovado impacto nas comunidades têm a oportunidade de concorrer ao maior e mais importante prêmio de empreendedorismo social da América Latina. A 11ª edição do Prêmio Empreendedor Social está com inscrições abertas até 17 de maio, pelo site folha.com.br/empreendedorsocial.

O concurso é promovido no Brasil pela Folha de S. Paulo, em parceria com a Fundação Schwab – correalizadora do Fórum Econômico Mundial de Davos e idealizadora da premiação no mundo.

Os líderes sociais que ainda estão iniciando sua caminhada também têm a chance de concorrer ao 7º Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro, dedicado a candidatos com até 35 anos e que comandam iniciativas com um a três anos de atuação. Essa premiação foi criada pela Folha em 2009 e adota os mesmos parâmetros da Schwab para avaliar e contemplar propostas inovadoras que ainda precisam de visibilidade e de capacitação para aumentar sua atuação e influência. As inscrições também são feitas pelo site até 17 de maio.

Ambos os prêmios têm o patrocínio da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e contam com parceria estratégica do UOL, Fundação Dom Cabral e ESPM, além de outros 18 parceiros institucionais e de divulgação – entre elas, o GVces.

Adriana Lima

 

 

O Programa ReDes foi construído através de parceria estabelecida em 2010 entre o Instituto Votorantim e o BNDES, que juntos identificaram a oportunidade de investir em estratégias de geração de trabalho e renda, desenvolvidas e geridas por associações e cooperativas, utilizando a capilaridade e conhecimento local das Unidades de Negócio do Grupo Votorantim para potencializar a atuação social em territórios com concentração de pobreza e baixo dinamismo econômico.

De um lado, o BNDES buscava dar efetividade em sua atuação social, pautada no Plano Brasil Sem Miséria. De outro, o Instituto Votorantim, como qualificador da atuação social do Grupo, tinha o interesse em desenvolver ações que contribuíssem para a redução da pobreza e da dependência local e a promoção da diversificação econômica.

A partir da parceria, que contempla recursos da ordem de R$ 62 milhões, 50% provenientes do Fundo Social do BNDES e 50% da Votorantim, foi desenvolvido um modelo de atuação baseado na articulação entre os diversos agentes locais para apoiar o desenvolvimento local. O Programa ReDes implementa projetos de geração de trabalho e renda e constrói uma rede capaz de fortalecer a economia inclusiva, articulada por uma instância participativa com representação dos três setores da sociedade.

Atualmente o programa atua em 28 municípios com indicadores sociais críticos, de 11 estados e o Distrito Federal, e alcança as 5 regiões do país. A definição do modelo de atuação permitiu identificar eixos de ação prioritários: abastecimento alimentar, comércio e serviços, economia criativa e reciclagem.

Iniciado o Programa, a metodologia divide-se em três fases:

i) Reconhecimento dos potenciais produtivos das localidades;

ii) Apoio aos grupos de participação comunitária na definição de sua visão de futuro e planejamento de suas ações e desenvolvimento de planos de negócios inclusivos;

iii) Implementação e monitoramento dos projetos aprovados, com investimento direto de recursos financeiros e técnicos e apoio aos conselhos comunitários.

Para monitoramento e gestão da evolução dos conselhos comunitários, foram criados 5 indicadores de acompanhamento, atualizados mensalmente, que avaliam: a identidade do grupo, as relações, processos, recursos e relacionamento da empresa e o grupo.

 

O plástico é um componente relevante dos resíduos sólidos urbanos, tanto pelo volume produzido quanto por seu elevado tempo de decomposição.

A Braskem, como maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, assumiu o compromisso de trabalhar para que o ciclo de vida do plástico seja mais sustentável.

O Programa Ser + Realizador é uma iniciativa que abrange os municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Alagoas e Bahia e busca promover a inserção social e econômica de catadores de materiais recicláveis ofertando cursos profissionalizantes, além de ajudar na eficiência da gestão de resíduos pós-consumo e na sustentabilidade ambiental nos municípios de atuação.

No Rio Grande do Sul, parte desta iniciativa está inserida no Programa de Inclusão Produtiva de reciclagem Todos Somos Porto Alegre, visto como referência local.

Todos Somos Porto Alegre foi originado por meio de uma parceria entre Braskem, prefeitura municipal, Mãos Verdes, uma organização da sociedade civil, e BNDES, com investimento de 18 milhões de reais até 2016.

Neste contrução coletiva, da qual a Braskem faz parte, além de ter financiado seu desenho e planejamento, a Prefeitura e o BNDES também disponibilizaram recursos e a Cooperativa Mãos Verdes apoia a sua gestão.

Após estudar a cadeia de reciclagem de Porto Alegre, a iniciativa busca modificar o cenário da reciclagem por meio de três projetos: Inclusão Produtiva no mercado de trabalho os condutores de Veículos de Tração Animal (VTAs) e de Veículos de Tração Humana (VTHs), Reestruturação das Unidades de Triagem de Porto Alegre para que as cooperativas se tornem atraentes para outras indústrias locais por conta da logística reversa, e Educação Ambiental para alunos, professores, catadores e comunidade.

Dentre os principais resultados obtidos pelo programa está um aumento de renda para 100% dos cooperados apoiados em mais de um ano, 23 mil pessoas sensibilizadas por meio de ações educativas e, teve no RS, entre 2011 a 2013, 749 beneficiários qualificados, sendo que de 2013 a 2014 113 beneficiários iniciaram atividade autônoma e 99 conquistaram novo emprego.

Milene Fukuda

 

A Companhia EspíritoSantense de Saneamento – CESAN, é responsável pela construção da rede de esgoto e pela coleta e cuidado deste em 52 municípios do estado em que atua.

Entre 2002 e 2012, a empresa implantou 1.640 km de redes, 171 elevatórias e 33 novas estações de tratamento.

Finalizada esta etapa, no entanto, o índice de adesão das comunidades receptoras, que deve ser realizada pelas próprias residências, a partir de adaptações e pequenas reformas, foi abaixo do esperado.

A empresa fez uma pesquisa para entender os motivos para a não adesão da rede coletora de esgoto e os principais pontos encontrados foram o valor da tarifa, a falta de mão de obra qualificada para efetivar as ligações e dos recursos necessários para interligação do imóvel à rede, além da falta de compreensão da importância dos serviços de saneamento.

A partir de tal diagnóstico, a CESAN criou o programa “Se Liga na Rede”, com o objetivo de investir na promoção das atividades técnicas sociais voltadas à valorização dos Sistemas de Esgotamento Sanitários (SES) implantados, em mecanismos de efetivação das ligações, direcionadas às pessoas em situação de risco e/ou vulnerabilidade social, desburocratização do acesso aos serviços.

As ações desenvolvidas incorporaram reuniões com lideranças comunitárias; visitas porta a porta, levando informação sobre como fazer a ligação, além de benefícios como a tarifa social e a oferta da ligação gratuita em alguns territórios; formação de grupo local de acompanhamento às ligações de esgoto buscando a minimização de conflitos no decorrer da execução dos serviços; apresentações lúdicas nas escolas sobre saneamento; organização de visita às estações de tratamento de esgoto; cinema na comunidade e a capacitação profissional por meio de curso de bombeiro hidrossanitário, a fim de capacitar moradores locais, formar mão de obra qualificada, promovendo o desenvolvimento de capacidades locais e a valorização dessas vocações.

Os resultados alcançados foram medidos através do incremento de ligações intradomiciliares às redes coletoras de esgoto, da despoluição de rios e praias e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida da população. Foram mais de 40 mil imóveis visitados e informados sobre saneamento, mais de 15 mil aceites para execução da obra de ligação gratuita e cerca de 58 mil novos domicílios interligados aos SES.

O saneamento é um fator ambiental chave para a qualidade da vida humana, e impacta substancialmente os recursos naturais e o meio ambiente.  Na região metropolitana do estado do Espírito Santo.

 Milene Fukuda

 

A construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará, tem fortes impactos socioambientais na região e, com o objetivo de possibilitar mudanças positivas para a região a partir desse impacto, foi criado um Plano de Desenvolvimento Sustentável Regional do Xingu (PDRSX).

O Webcidadania Xingu foi desenvolvido e selecionado por um edital em 2012 voltado para o eixo de Inclusão Social e Cidadania do Plano.

Com início dos trabalhos em 2013, a Iniciativa utilizou a plataforma digital de participação politica Cidade Democrática para a realização de um concurso de ideias de projetos que representassem um sonho dos próprios moradores para aquela região.

Durante sete meses a ferramenta serviu como local de registro de informações e permitiu a construção de agendas agregadoras na superação de questões criticas da região. Mais de 1.500 pessoas participaram do concurso que incluiu realização de oficinas e reuniões com lideres locais, e identificou 415 demandas.

A ferramenta permitiu uma participação social de baixo para cima, na qual as pessoas podiam se envolver individualmente ou em grupo, a partir de metodologias presenciais e potencialidades que convergem para a web colaborativa.

Uma das dificuldades que o projeto Webcidadania Xingu teve de enfrentar foi o baixo nível de acesso da população à internet. “Para driblar essas dificuldades e atingir mais pessoas, incluindo populações rurais, foram realizadas atividades presenciais com o objetivo de garantir que as comunidades sem internet também participassem e apresentassem suas propostas”, explicou seu cofundador Rodrigo Bandeira de Luna durante oficina de apresentação de casos selecionados.

Do processo, 17 projetos foram elaborados e entregues ao Comitê Gestor do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS) do Xingu e aos governos municipais, estadual e federal, que estão articulados com o projeto e serão parceiros para conseguir os meios para a implementação das propostas.

Dentre os principais resultados obtidos está a criação de uma agenda com base nas demandas da população, articulação com poder publico federal para implantação das propostas elencadas e mobilização de atores locais para fortalecer o desenvolvimento sustentável da região.

Milene Fukuda

 

A Beraca é uma empresa brasileira que comercializa matérias primas de origem natural para indústrias de cosméticos, farmacêuticos e de alimentos para mais de 40 países. Dentre seus clientes estão nomes como L’Oréal, Aveda, L’Occitane, Kiehls, Tarte e Teadora.

Em 2000, a empresa criou o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade (PVSB) que abrange os estados do Pará, Amapá, Amazonas, Maranhão, Piauí e Minas Gerais.
A empresa já mantinha práticas isoladas com relação à sustentabilidade desde a década de 1990, Incentivadas pelo seu fundador Ulisses Sabará. No entanto, sentiu uma necessidade de reuni-las em um Programa mais estruturado, dando origem ao PVSB.

A iniciativa atua por meio de um sistema de multistakeholders, organizando estrategicamente a cadeia produtiva de insumos naturais, investindo em capacitação e treinamento, repartição de benefícios e investimentos sociais, além da transferência de tecnologia para melhorias estruturais. Seus resultados alcançam o envolvimento de mais de 1.600 famílias, aproximadamente 6.400 pessoas em 105 núcleos comunitários durante o programa.

Desde seu início, já foram mais de 8 milhões de reais em compra de produtos como frutos, sementes e óleo bruto das comunidades locais nos biomas brasileiros. Os produtos orgânicos são comercializados a um valor que chega a ser 30% mais alto em comparação às opções convencionais, estimulando assim as boas práticas e auxiliando no aumento de renda média das comunidades.De acordo com o especialista em Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa da Beraca, Thiago Terada, o comprometimento está presente do nível estratégico ao operacional. “Queremos acabar com o departamento de sustentabilidade, este será um valor já permeado dentro de todas as áreas da empresa”, afirmou Terada durante a quarta oficina de Inovação em Desenvolvimento Local.

Em parceria com equipe da Columbia University e USP, a Beraca está em fase de desenvolvimento de um modelo de avaliação de seu Programa, que traga indicadores de melhoria na renda das comunidades, diminuição do desmatamento nas regiões contempladas, entre outros, para que possa acompanhar, replicar e divulgar – influenciando outras empresas e até mesmo políticas públicas – a partir de suas ações.

Milene Fukuda

 

Em 2006, o Peabiru foi chamado pela Agropalma, empresa fornecedora de óleo de palma para o setor de alimentos e cosméticos, para colaborar na compreensão do entorno do território onde a empresa atua, levando em conta os desafios para a estruturação de políticas de responsabilidade socioambiental corporativa.

A Agropalma possui relações comerciais com 150 agricultores da região, que atuam como fornecedores de cachos de palma (dendê) por meio do Programa de Agricultura Familiar. Apesar da Agropalma estar presente nessa região do Pará próxima ao município de Tailândia há quase uma década, faltava uma melhor compreensão do efetivo impacto econômico da inserção do grupo de agricultores na cadeia de valor do dendê, uma avaliação do impacto na segurança alimentar a partir do momento que as famílias se dedicam à dendeicultura, além da inserção de jovens e mulheres nos processos decisórios da agricultura familiar.

Após de realizar um diagnóstico preliminar, o Instituto Peabiru propôs à Agropalma uma ação com duração prevista de 5 anos, e recomendou dez ações à empresa, das quais duas foram priorizadas: a Agenda 21 para a Vila dos Palmares e Indicadores de sustentabilidade para a agricultura familiar.

Tendo como estratégia o envolvimento do grupo social local em todas as etapas de pesquisa, reflexão e tomada de decisão, e também a crença de que o monitoramento dos impactos da relação comercial no cotidiano das famílias pode transformar as relações humanas e a realidade dos grupos envolvidos, o Peabiru usou uma metodologia que se divide em quatro etapas para conceber o Projeto Indicadores de Sustentabilidade.

A primeira etapa foi uma pesquisa socioeconômica que deu origem ao Diagnóstico Rural Participativo (DRP). Já na segunda etapa, os resultados do DRP foram socializados com os atores locais para a elaboração dos indicadores de sustentabilidade.

A terceira etapa foi a formação de um grupo de jovens e mulheres para capacitação como pesquisadores socioambientais capazes de assumirem papéis relevantes nas associações e organizações sociais. De acordo com o Instituto Peabiru, o projeto visou fortalecer o reconhecimento das questões de gênero num setor econômico com forte desequilíbrio nesta área, e fortalecer a capacidade de monitoramento das políticas públicas; daí a pedra angular se constituir na busca de maior participação de jovens filhos e mulheres de agricultores como os principais protagonistas, os constituindo como pesquisadores socioambientais.

A quarta etapa juntou o grupo para analisar os indicadores de sustentabilidade e, a partir da reflexão gerada sobre a realidade local, traçaram as estratégias para promover ações de desenvolvimento.

A versão definitiva do Caderno de Indicadores de Sustentabilidade foi publicada em 2011. Seus 31 indicadores foram aplicados nos anos seguintes como instrumento de pesquisa da realidade. A cada medição, foram realizadas oficinas de reflexão acerca de temas diversos.

Milene Fukuda

 

Na região dos Campos Gerais, no estado do Paraná, a Klabin possui um maciço florestal com uma unidade industrial em operação em fase de ampliação. Reconhecendo sua responsabilidade como um dos atores na dinâmica do território, atua com a iniciativa “Estruturação do Empoderamento Local e Engajamento Territorial” somando um conjunto de projetos e ações específicos, que convergem para um único objetivo que é o empoderamento dos atores regionais na estruturação e desenvolvimento do território.

De acordo com a empresa, as motivações para criar tais iniciativas, algumas iniciadas desde 1980, foram distintas. Ora por necessidade reconhecida antecipadamente pela Klabin, ora por estímulo externo. Para conceber o Projeto Puma, que prevê a expansão da operação em Telêmaco Borba e será o maior investimento na história da empresa (5,8 bilhões de reais excluindo ativos florestais, melhorias em infraestrutura e impostos), tais iniciativas foram entendidas como necessárias para a preparação e atuação no território no qual a Klabin está se inserindo.

Dentre os principais resultados já obtidos pelas iniciativas em Campos Gerais, na unidade operante de Telêmaco Borba, pode-se destacar o estudo de materialidade do território, a criação de canais de comunicação dinâmicos com as partes interessadas, a capacitação de pessoas para estruturar modelos econômicos locais autossustentados, e por fim, o desenvolvimento de lideranças locais para gestão de iniciativas e desenvolvimento regional.

Tais resultados foram obtidos por meio de ações como a certificação de pequenos produtores rurais, criação de um parque ecológico, criação de uma agência de desenvolvimento da cadeia produtiva da madeira – que atua no suporte do abastecimento regional e desenvolvimento de novos pólos, programa de usos múltiplos da floresta, programas de educação diferenciada – aulas de educação ambiental e formação continuada, treinamento em legislação ambiental, fauna e flora locais, civismo, moral, ética, atividades de dança e música.

Além desses, há também o programa Matas Legais como forma de apoio aos pequenos proprietários, no qual se desenvolvem ações de conservação e fomento florestal que ajudam a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, além de aprimorar o planejamento de propriedade e paisagens.

Milene Fukuda

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