Interessante iniciativa do Projeto Saúde e Alegria: o Projeto Territórios de Aprendizagem, fruto da parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Santarém e do apoio do Programa Norte de Saberes da Fundação Carlos Chagas, surge com o intuito de trazer referências pedagógicas que possam contribuir no processo de conquista das melhorias necessárias à educação no contexto amazônico.

O programa compreende a escola a partir do conceito de território – espaço marcado não apenas pelas características geográficas, como também pelas relações humanas – auxiliando os sujeitos na compreensão de sua realidade, para que se tornem cidadãos mais críticos e reflexivos e que possam assim agir sobre ela.

O principal objetivo da iniciativa é colaborar para a redução do espaço entre o ensino formal e a realidade sociocultural e ambiental dos alunos, possibilitando a construção de uma aprendizagem significativa que resulte na melhoria dos indicadores de sucesso escolar. Para alcançar este objetivo, o conceito de comunidades de aprendizagem é trabalhado, onde o coletivo passa a valorizar e vivenciar seus saberes comunitários dentro escola.

Lívia Pagotto

 

 

[Link do site] Uma página interativa para entender brevemente os impactos das cadeias de valor das três principais castanhas consumidas mundialmente (avelã, castanha de caju e amêndoas), em três dimensões: social, ambiental e econômica. Eu sempre achei que o Brasil seria um dos maiores produtores da castanha de caju….nem mencionam!

Flora Rebello

 

Chamam atenção as várias obras da 3a Bienal Internacional de Grafitti com temática socioambiental. Provocações sobre direitos humanos e sobre a relação entre ser humano e natureza dão forma às tintas no espaço interno e externo do Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Vale a visita, mesmo que você sinta que lugar de grafite não é no museu. Até 19 de maio.

Topais

Topais

 

Alexandre Keto


Tars

Tars

Chilote

Chilote

 


Walter Nomura

Walter Nomura

Ricardo Barretto

 

Criadores de projetos inovadores em áreas como saúde, educação e meio ambiente, com mais de três anos de atuação e comprovado impacto nas comunidades têm a oportunidade de concorrer ao maior e mais importante prêmio de empreendedorismo social da América Latina. A 11ª edição do Prêmio Empreendedor Social está com inscrições abertas até 17 de maio, pelo site folha.com.br/empreendedorsocial.

O concurso é promovido no Brasil pela Folha de S. Paulo, em parceria com a Fundação Schwab – correalizadora do Fórum Econômico Mundial de Davos e idealizadora da premiação no mundo.

Os líderes sociais que ainda estão iniciando sua caminhada também têm a chance de concorrer ao 7º Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro, dedicado a candidatos com até 35 anos e que comandam iniciativas com um a três anos de atuação. Essa premiação foi criada pela Folha em 2009 e adota os mesmos parâmetros da Schwab para avaliar e contemplar propostas inovadoras que ainda precisam de visibilidade e de capacitação para aumentar sua atuação e influência. As inscrições também são feitas pelo site até 17 de maio.

Ambos os prêmios têm o patrocínio da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e contam com parceria estratégica do UOL, Fundação Dom Cabral e ESPM, além de outros 18 parceiros institucionais e de divulgação – entre elas, o GVces.

Adriana Lima

 

 

Pelo segundo ano consecutivo, o Dia da Revolução da Moda - Fashion Revolution Day - será celebrado em quase 70 países com o intuito de conscientizar o consumidor sobre o verdadeiro custo de nossas roupas. Milhares de trabalhadores no mundo todo são submetidos a condições precárias em confecções têxteis sem que tenhamos pistas das injustiças e violações de seus direitos.

O momento pede a nossa atenção, curiosidade, respeito e atitude. Por isso, o Fashion Revolution quer saber: Quem fez minhas roupas? E você?

A equipe do Brasil convida a todos para conhecerem a proposta do movimento, conversar com profissionais da área e com quem já fez diferente, em um bate papo criativo e um lounge delicioso para finalizar!

Aqui em SP, o encontro acontecerá amanhã, às 19h, na Arena do Matilha Cultural – R. Rêgo Freitas, 542, próximo ao metrô República. Uma das convidadas será Ana Coelho, pesquisadora do programa Inovação na Criação de Valor do GVces. Para participar, é só confirmar no e-mail brasil@fashionrevolution.org.

Saiba mais sobre o movimento e a programação de eventos no Brasil.

 

Criança trabalhando em Bangladesh (foto: Shanjoy/Wikimedia)

Roupas, alimentos, eletrônicos, matéria-prima básica… Não importa o tipo de produto que você consome: provavelmente você não tem muitas informações sobre a cadeia produtiva que te possibilita consumir determinado produto. Que tipo de empresa o faz? Quantas pessoas estão envolvidas na produção? Quais são as condições de trabalho dessas pessoas?

Num mundo globalizado como o nosso, em que tudo o que consumimos pode vir de lugares tão distantes que você pode nem saber que existe, ter esse tipo de informação é bastante problemático, mesmo para aqueles que procuram ter mais consciência sobre o impacto social de seu consumo.

Essa questão é bastante grave: em muitos países, particularmente na Ásia, centenas de milhares de pessoas (entre elas, muitas crianças) são forçadas a trabalhar em condições indignas similares à velha e tradicional escravidão. De acordo com as Nações Unidas, entre 27 e 30 milhões de pessoas são mantidas nessas condições em todo o mundo. O país com maior índice de “escravos modernos” é a Índia, com quase 14 milhões de pessoas (mais de 1% de sua população). A China vem logo em seguida, com 2,9 milhões.

Somente esses dois países concentram uma parcela significativa do comércio internacional, o que significa que muitos de seus produtos (principalmente matéria-prima, mas também bens de consumo, como eletrodomésticos e eletrônicos) utilizam mão-de-obra em condições análogas à escravidão em seu processo produtivo.

Inspirado por esse cenário crítico e complexo, Justin Dillon, um músico e documentarista, militante na luta contra formas modernas de escravidão, criou uma ferramenta online – o Slavery Footprint. Essa ferramenta parte de uma pergunta simples e aterrorizante: “quantos escravos trabalham para você?”.

No ar desde 2011, o site já recebeu visita de milhões de pessoas em mais de 200 países, interessadas em destrinchar a conexão entre seus itens de consumo cotidiano e o trabalho escravo moderno pelo mundo. Com sede na Califórnia, a proposta é engajar indivíduos, grupos e empresas na conscientização e na ação conjunta em nível global contra a escravidão moderna, além de apoiar negócios que utilizem apenas mão de obra livre e em condições dignas de vida em sua cadeia produtiva, através da iniciativa Made in a Free World.

Bruno Toledo & Flora Arduini

 

O emprego de mão de obra infantil na cadeia produtiva da indústria da moda não é uma novidade.

Para trazer atenção ao problema, o Guardian Labs, em parceria com a Unicef, acaba de lançar a plataforma “Child labour in the fashion supply chain” (Trabalho infantil na cadeia de suprimentos da moda).

Essa é uma plataforma interativa interessante, que compila informações sobre onde e porquê ocorre o problema, quais são os desafios para lidar com ele e qual o papel das empresas. A plataforma também fornece links de vários estudos de ONGs sobre o assunto.

Acesse: http://labs.theguardian.com/unicef-child-labour/

Flora Arduini

 

O Programa ReDes foi construído através de parceria estabelecida em 2010 entre o Instituto Votorantim e o BNDES, que juntos identificaram a oportunidade de investir em estratégias de geração de trabalho e renda, desenvolvidas e geridas por associações e cooperativas, utilizando a capilaridade e conhecimento local das Unidades de Negócio do Grupo Votorantim para potencializar a atuação social em territórios com concentração de pobreza e baixo dinamismo econômico.

De um lado, o BNDES buscava dar efetividade em sua atuação social, pautada no Plano Brasil Sem Miséria. De outro, o Instituto Votorantim, como qualificador da atuação social do Grupo, tinha o interesse em desenvolver ações que contribuíssem para a redução da pobreza e da dependência local e a promoção da diversificação econômica.

A partir da parceria, que contempla recursos da ordem de R$ 62 milhões, 50% provenientes do Fundo Social do BNDES e 50% da Votorantim, foi desenvolvido um modelo de atuação baseado na articulação entre os diversos agentes locais para apoiar o desenvolvimento local. O Programa ReDes implementa projetos de geração de trabalho e renda e constrói uma rede capaz de fortalecer a economia inclusiva, articulada por uma instância participativa com representação dos três setores da sociedade.

Atualmente o programa atua em 28 municípios com indicadores sociais críticos, de 11 estados e o Distrito Federal, e alcança as 5 regiões do país. A definição do modelo de atuação permitiu identificar eixos de ação prioritários: abastecimento alimentar, comércio e serviços, economia criativa e reciclagem.

Iniciado o Programa, a metodologia divide-se em três fases:

i) Reconhecimento dos potenciais produtivos das localidades;

ii) Apoio aos grupos de participação comunitária na definição de sua visão de futuro e planejamento de suas ações e desenvolvimento de planos de negócios inclusivos;

iii) Implementação e monitoramento dos projetos aprovados, com investimento direto de recursos financeiros e técnicos e apoio aos conselhos comunitários.

Para monitoramento e gestão da evolução dos conselhos comunitários, foram criados 5 indicadores de acompanhamento, atualizados mensalmente, que avaliam: a identidade do grupo, as relações, processos, recursos e relacionamento da empresa e o grupo.

 

O plástico é um componente relevante dos resíduos sólidos urbanos, tanto pelo volume produzido quanto por seu elevado tempo de decomposição.

A Braskem, como maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, assumiu o compromisso de trabalhar para que o ciclo de vida do plástico seja mais sustentável.

O Programa Ser + Realizador é uma iniciativa que abrange os municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Alagoas e Bahia e busca promover a inserção social e econômica de catadores de materiais recicláveis ofertando cursos profissionalizantes, além de ajudar na eficiência da gestão de resíduos pós-consumo e na sustentabilidade ambiental nos municípios de atuação.

No Rio Grande do Sul, parte desta iniciativa está inserida no Programa de Inclusão Produtiva de reciclagem Todos Somos Porto Alegre, visto como referência local.

Todos Somos Porto Alegre foi originado por meio de uma parceria entre Braskem, prefeitura municipal, Mãos Verdes, uma organização da sociedade civil, e BNDES, com investimento de 18 milhões de reais até 2016.

Neste contrução coletiva, da qual a Braskem faz parte, além de ter financiado seu desenho e planejamento, a Prefeitura e o BNDES também disponibilizaram recursos e a Cooperativa Mãos Verdes apoia a sua gestão.

Após estudar a cadeia de reciclagem de Porto Alegre, a iniciativa busca modificar o cenário da reciclagem por meio de três projetos: Inclusão Produtiva no mercado de trabalho os condutores de Veículos de Tração Animal (VTAs) e de Veículos de Tração Humana (VTHs), Reestruturação das Unidades de Triagem de Porto Alegre para que as cooperativas se tornem atraentes para outras indústrias locais por conta da logística reversa, e Educação Ambiental para alunos, professores, catadores e comunidade.

Dentre os principais resultados obtidos pelo programa está um aumento de renda para 100% dos cooperados apoiados em mais de um ano, 23 mil pessoas sensibilizadas por meio de ações educativas e, teve no RS, entre 2011 a 2013, 749 beneficiários qualificados, sendo que de 2013 a 2014 113 beneficiários iniciaram atividade autônoma e 99 conquistaram novo emprego.

Milene Fukuda

 

A Companhia EspíritoSantense de Saneamento – CESAN, é responsável pela construção da rede de esgoto e pela coleta e cuidado deste em 52 municípios do estado em que atua.

Entre 2002 e 2012, a empresa implantou 1.640 km de redes, 171 elevatórias e 33 novas estações de tratamento.

Finalizada esta etapa, no entanto, o índice de adesão das comunidades receptoras, que deve ser realizada pelas próprias residências, a partir de adaptações e pequenas reformas, foi abaixo do esperado.

A empresa fez uma pesquisa para entender os motivos para a não adesão da rede coletora de esgoto e os principais pontos encontrados foram o valor da tarifa, a falta de mão de obra qualificada para efetivar as ligações e dos recursos necessários para interligação do imóvel à rede, além da falta de compreensão da importância dos serviços de saneamento.

A partir de tal diagnóstico, a CESAN criou o programa “Se Liga na Rede”, com o objetivo de investir na promoção das atividades técnicas sociais voltadas à valorização dos Sistemas de Esgotamento Sanitários (SES) implantados, em mecanismos de efetivação das ligações, direcionadas às pessoas em situação de risco e/ou vulnerabilidade social, desburocratização do acesso aos serviços.

As ações desenvolvidas incorporaram reuniões com lideranças comunitárias; visitas porta a porta, levando informação sobre como fazer a ligação, além de benefícios como a tarifa social e a oferta da ligação gratuita em alguns territórios; formação de grupo local de acompanhamento às ligações de esgoto buscando a minimização de conflitos no decorrer da execução dos serviços; apresentações lúdicas nas escolas sobre saneamento; organização de visita às estações de tratamento de esgoto; cinema na comunidade e a capacitação profissional por meio de curso de bombeiro hidrossanitário, a fim de capacitar moradores locais, formar mão de obra qualificada, promovendo o desenvolvimento de capacidades locais e a valorização dessas vocações.

Os resultados alcançados foram medidos através do incremento de ligações intradomiciliares às redes coletoras de esgoto, da despoluição de rios e praias e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida da população. Foram mais de 40 mil imóveis visitados e informados sobre saneamento, mais de 15 mil aceites para execução da obra de ligação gratuita e cerca de 58 mil novos domicílios interligados aos SES.

O saneamento é um fator ambiental chave para a qualidade da vida humana, e impacta substancialmente os recursos naturais e o meio ambiente.  Na região metropolitana do estado do Espírito Santo.

 Milene Fukuda

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