A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu neste mês consulta pública para a escolha de temas que irão compor as oficinas do 3º Plano de Ação do Brasil na Parceria para Governo Aberto (Open Government Partnership, OGP). A iniciativa tem como objetivo identificar as principais questões que a sociedade gostaria de ver aprofundadas e discutidas. Os interessados têm até o dia 14 de fevereiro para participar.

Para contribuir, é necessário acessar o portal Participa.br e responder, de forma objetiva, a duas perguntas: qual o tema gostaria de ver discutido nas oficinas e quais órgãos do governo federal e entidades da sociedade civil poderiam discutir tais temas. As propostas deverão ter relação com ações de transparência, participação social e accountability (responsabilização e prestação de contas). As sugestões serão compiladas e seus resultados serão sistematizados, sendo posteriormente disponibilizados em votação aberta para priorização. Serão definidos cinco temas a serem discutidos em mesas de debate com especialistas que serão realizadas durante o primeiro semestre de 2016.

O Plano de Ação é uma das iniciativas realizadas pelos países integrantes da OGP. Esse documento deve conter compromissos concretos relacionados aos objetivos da Parceria, como: melhoria dos serviços públicos; aumento da integridade pública; gestão mais efetiva dos recursos públicos; criação de comunidades mais seguras e aumento da responsabilidade corporativa. No 2º Plano de Ação, o governo brasileiro assumiu 52 compromissos, que podem ser acompanhados no site da iniciativa.

Mariana Nicolletti (com informações da CGU)

 

(Foto: Bo Eide/Flickr/Creative Commons)

Em 2050, os oceanos da Terra poderão ter mais plásticos do que peixes em termos de peso. O recado é do Fórum Econômico Mundial, que acontece nesta semana em Davos, na Suíça.

O plástico se tornou um dos materiais mais populares do mundo, que combina funcionaçidade e custos baixíssimos de produção. Seu uso aumentou em praticamente 20 vezes nos últimos 50 anos, e espera-se que ele dobre novamente nas próximas duas décadas. No entanto, segundo relatório publicado pelo Fórum nesta terça (19/01), apenas 14% das embalagens de plástico do mundo é coletada para reciclagem – para efeitos de comparação, 58% do papel produzido no mundo acaba destinado para reciclagem; no caso de ferro e outros metais, esse índice chega a 90%.

Para piorar, quase 1/3 de todas as embalagens de plástico acabam inutilizadas na natureza, uma perda que gera prejuízos entre 80 a 120 bilhões de dólares anuais.

A tendência para o futuro é preocupante. Na medida em que o consumo de plástico aumentará bastante nos próximos anos, a representatividade desse material no chamado “orçamento do carbono” também crescerá. O Fórum Econômico Mundial estima que, até 2050, os plásticos poderão consumir 15% desse orçamento global, comparado ao 1% que ele consome hoje. Num mundo que se prepara para reduzir massivamente suas emissões nas próximas décadas, o plástico pode ser um vilão e tanto para essas pretensões.

De acordo com o relatório publicado pelo Fórum, a única forma de evitar um desastre é investir massivamente na economia desse material e na infraestrutura de coleta e reciclagem em todo o mundo, particularmente nos países mais pobres. Se não houver avanços nessas frentes, os oceanos do planeta servirão como verdadeiros lixões flutuantes, nos quais existirão mais plásticos do que peixes.

Bruno Toledo

 

Em comunidades espalhadas pelo interior do Brasil, desde os rincões da Amazônia até o sul do país, a energia solar está chegando e transformando as vidas de milhares de pessoas, com mais energia e qualidade de vida e menos poluição e custos na conta elétrica.

O Greenpeace Brasil lançou no último dia 12 o webdocumentário “Sol de Norte a Sul”, que registra e conta as histórias e as pessoas que estão vivendo a transformação causada pela chegada dos painéis fotovoltaicos e pela produção de energia limpa e mais barata.

O webdocumentário está dividido em quatro seções. Uma mostra quais são benefícios sociais que a energia solar traz ao País. Além de gerar empregos, as histórias mostradas ali contam como brasileiros passaram a ter água limpa, salas de aula mais adequadas e contas de luz mais baixas. A segunda parte é dedicada aos entraves que não permitem a ampla disseminação dessa fonte limpa de energia, como o excesso de tributos que encarecem os sistemas. Hoje, apenas 0,02% da eletricidade do Brasil vem de placas fotovoltaicas. Em seguida, conhecemos quatro histórias de brasileiros que, mesmo com todos os empecilhos, apostam na energia do sol.

A quarta e última seção da plataforma traz um mapa do mundo para que os internautas insiram iniciativas ligadas à energia solar que conhecem. Esse mapa será, em breve, um amplo panorama de como a energia solar está ganhando espaço no Brasil e no mundo.

“As histórias contadas aqui são só alguns exemplos dos muitos benefícios da energia solar. Mas apenas três em cada dez brasileiros sabem que podem gerar sua própria energia. Com esse webdoc, esperamos contribuir para que esse número cresça. E queremos chegar a 1 milhão de casas com telhados solares num futuro próximo no Brasil”, diz Bárbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

O webdocumentário está disponível gratuitamente no site http://soldenorteasul.org.br/

Bruno Toledo

 

Foto: Fabiane Secomandi (Flickr/Creative Commons)

A linha de frente de combate ao desmatamento ilegal ganhou uma nova ferramenta. O Instituto BVRio lançou um aplicativo para que compradores de madeira possam verificar se estão comprando madeira legal ao passar o telefone celular sobre o código de barras da Guia Florestal apresentada.

O Sistema de Verificação da Legalidade da Madeira, disponível para celulares Apple e Google Android, permite que construtoras, serrarias, fabricantes de móveis e atacadistas que compram madeira brasileira verifiquem com rapidez e segurança se seus fornecedores estão vendendo madeira de origem legal. O novo sistema será particularmente útil para exportadores, que precisam se adequar às normas dos mercados norte-americano (US Lacey Act) e europeu (EU Timber Regulation).

Baseado em análise de big data de um vasto banco de dados atualizado diariamente e de imagens de satélite de instituições como a Global Forest Watch, o Sistema de Verificação faz bilhões de cruzamentos de dados para detectar irregularidades e até a probabilidade de eventuais irregularidades ainda não descobertas por agências governamentais.

Em instantes, o Sistema permite analisar e cruzar dados como autorizações de exploração florestal, licenças ambientais, guias de transporte, além da existência de embargos ou infrações ambientais no âmbito federal e dos estados. O módulo base do Sistema de Verificação coleta, compila, e analisa tais informações, facilitando o acesso e compreensão. Ao consultar o número de uma guia de transporte florestal, o interessado recebe a informação completa sobre aquele lote de madeira.

Com apoio de um conselho consultivo formado por entidades como a certificadora Imaflora, a ONG Imazon, o Instituto Centro de Vida (ICV), a WWF Brasil, o World Resources Institute (WRI) e a madeireira certificada Amata, este Sistema de Verificação surge como um componente importante no processo de promoção da exploração responsável e sustentável da madeira tropical brasileira, hoje ameaçada pela exploração ilegal. Saiba mais aqui.

Paulo Branco

 

Maclaurin Building, um dos edifícios do Massachusetts Institute of Technology (MIT), na cidade norte-americana de Boston (foto: InSapphoWeTrust/Flickr/Creative Common)

O que um grupo de 60 pessoas de todas as partes do mundo está fazendo no MIT-Sloan (Massachussets Institute of Technology, em Cambrige, EUA) durante 5 dias? Participando de um Prototype Camp, promovido por Otto Scharmer, autor da Teoria U e professor do MIT, e sua equipe do Presencing Institute!

No inicio desse ano, Otto e sua equipe lançaram um projeto chamado ULab, um curso online, transmitido ao vivo e sem custos para quem se interessasse, por meio da plataforma EDx, sobre sua mundialmente famosa Teoria U. O resultado não poderia ter sido outro: mais de 21 mil pessoas do mundo todo conectadas na versão 1.0 do curso e, agora, no segundo semestre, 40 mil participando da versão 2.0 do Lab. Além disso, Otto selecionou 32 protótipos que participaram do ULab 1.0 para virem ao MIT para um Prototype Camp.

O objetivo do Camp é conectar protótipos do mundo todo e, através de dinâmicas e metodologias da Teoria U, fazer com que esses protótipos avancem e que uma rede internacional se forme.

O GVces está no MIT apresentando o FIS – Formação Integrada para a Sustentabilidade – como seu protótipo! Nosso desafio é pensar como a metodologia que criamos no FIS poderia ser pensada para toda a FGV-EAESP. Mais ainda, como adaptar a metodologia para o mundo dos negócios!

Neste 2º semestre de 2015, a disciplina "Formação Integrada para Sustentabilidade" trabalha com sua 11ª turma de graduandos na FGV-SP (foto: Bruno Toledo/GVces)

Os latino-americanos são a grande maioria entre os participantes. Os brasileiros apresentaram protótipos dos mais diversos: painel solar híbrido, que gera energia e aquece água a baixo custo, um supermercado do futuro, o projeto Novos Urbanos também se apresentou como protótipo, entre outros.

Em relação à educação, é interessante destacar que há muitos protótipos chineses! Projetos que querem melhorar a educação infantil, conectar startups a universidades e empresas, oferecer educação para sustentabilidade a executivos de forma colaborativa, entre muitos outros!

Todos esses protótipos foram apresentados por meio de uma dinâmica que foi chamada de marketplace: cada projeto teve um tempo para preparar um pôster com alguns tópicos predefinidos pela equipe do MIT e então 4 rodadas se seguiram de modo que todos pudessem apresentar pelo menos 3 vezes o seu projeto. Os ouvintes então podiam contribuir com perguntas, insights ou simplesmente desenhar um coração elogiando a iniciativa!

Participar dessa rede nos colocou em contatos com protótipos do mundo todo, com diferentes temáticas, escalas, mas todos com a mesma intenção: contribuir para a cocriação de uma sociedade 4.0, como diz Otto.

 Fernanda Carreira

 

Primeira presidente mulher da Irlanda, entre 1990 e 1997, e chefe do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU até 2002, Mary Robinson reconhece nesta palestra do TED que chegou tarde para a questão das mudanças climáticas.

O “estalo”, diz ela, aconteceu quando começou a trabalhar em países africanos e assistir na prática a seus efeitos sobre os habitantes daquele continente. A experiência deixou claro para Mary Robinson a desigualdade que permeia o desafio climático no mundo.

Enquanto os países ricos, principais causadores da crise, têm plenas condições para resistir aos piores impactos das mudanças climáticas, os países pobres são as principais vítimas e não possuem recursos nem resiliência para suportar as consequências de desastres climáticos. Essa desigualdade é capital para entender as mudanças climáticas como uma grande ameaça aos direitos humanos em todo o mundo.

Assista abaixo à apresentação de Mary Robinson no TED (em inglês).

Fabio Storino e Bruno Toledo

 

No final de novembro, negociadores de todo o mundo se encontrarão em Paris para finalizar um novo acordo climático internacional, que deverá trazer compromissos de redução de emissões por parte de todos os países. Além do desafio climático, os governos também se preparam para começar a tirar do papel os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), oficializados pela ONU no mês passado.

Para acadêmicos em todo o mundo, o sucesso desses esforços depende diretamente de um engajamento efetivo dos governos em prol de ações firmes contra as mudanças climáticas e a favor do desenvolvimento sustentável. Por isso, mais de 700 professores e pesquisadores assinaram uma carta aberta no final de setembro, pedindo aos governos do mundo uma participação construtiva na Conferência de Paris, que permita a negociação de um acordo que possa ser efetivo na redução das emissões de gases de efeito estufa. A carta está aberta para assinatura de outros professores, pesquisadores e mestrandos/doutorandos.

A carta serviu como um pontapé inicial para a mobilização em torno da Semana Global das Mudanças Climáticas, que acontecerá entre 19 e 25 de outubro, com atividades de conscientização e engajamento de estudantes em universidades de todo o mundo. A Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) também fará parte desta mobilização, com a realização de palestras, exposições fotográficas, exibição de filmes e rodas de conversa sobre mudanças climáticas e a importância da Conferência de Paris.

Gisela Chulman

 

A Prefeitura de São Paulo abriu consulta pública sobre um plano de ação para avançar na inclusão da alimentação orgânica nas escolas da rede municipal, que vai até o dia 09 de outubro.

A partir da lei municipal 16140/2015, a proposta da prefeitura paulistana é tornar obrigatória a inclusão de produtos orgânicos ou de base agroecológica na alimentação escolar, além de priorizar a aquisição desses produtos e permitir que o município pague até 30% a mais em relação ao convencional similar. A lei prevê ainda a criação de um plano de ação para sistematizar como será a inclusão desse tipo de cardápio nas escolas públicas da cidade.

Mais informações aqui.

Aletea Madacki

 

Na semana passada, foi lançado o site Plataforma ODS, a base de comunicação da Estratégia ODS, uma coalizão da qual o GVces participa, com várias outras organizações ligadas tanto ao campo empresarial como da sociedade civil e do governo.

O propósito da Estratégia ODS é discutir e propor meios de implementação para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que contemplem medidas efetivas para obter avanços nas diferentes dimensões que compõem essa agenda.

Dentre seus objetivos, estão promover avaliações críticas sobre o processo de implementação dos ODS, mobilizar formadores de opinião e atores-chave de organizações e movimentos sociais para o tema, fomentar políticas públicas indutoras voltadas para governos subnacionais, entre outros.

Neste site especial, você pode conhecer mais sobre os 17 Objetivos propostos pelas Nações Unidas, que deverão ser chancelados pelos chefes de Estado durante a próxima Assembleia Geral das Nações Unidas, que será realizada no final de setembro em Nova York. Você também pode saber mais sobre as responsabilidades de cada ator – governo, empresas e sociedade – para que possamos avançar em cada objetivo e, assim, construir um caminho para o desenvolvimento sustentável para todos.

Aron Belinky

 

Na semana passada, o Greenpeace Brasil lançou o jogo Solariza, com o propósito de destacar o potencial brasileiro para a produção de energia solar e deixar claro que não precisamos de usinas térmicas e nucleares em nossa matriz elétrica.

A ideia é simples: você pode se tornar um instalador de placas solares, marcar telhados em nossa plataforma e descobrir quanta energia e economia aquele teto poderia estar gerando. Enquanto isso, tem a oportunidade de aprender mais sobre o assunto, além de ajudar o Greenpeace a mapear o potencial real de cada região e cidade brasileira.

O jogo também tem uma meta real: quando tiver o equivalente a seis milhões de casas marcadas, uma entidade beneficente vai ganhar do Greenpeace Brasil a instalação de um sistema fotovoltaico. Neste “crowdroofing”, cada pessoa tem a oportunidade de se cadastrar na plataforma, doar um pouco do seu tempo e ajudar uma instituição (escolhida pelo público) a ganhar o sistema. Ao final, a pessoa que tiver participado mais do jogo também ganhará um sistema fotovoltaico.

Quer jogar? É só clicar aqui!

Para os que quiserem saber mais sobre o jogo, clique aqui. Confira também matéria que saiu no site da Revista Galileu.

Ricardo Barretto

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