Que o comércio de emissões tem sido adotado por um número crescente de jurisdições no mundo para limitar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) não é novidade. O que chama atenção é o fato de muitas delas serem economias em desenvolvimento, como a China e a Coréia do Sul.

Durante os dias 12 e 17 de julho, especialistas de 14 países em desenvolvimento se reuniram em Londres para discutir como conciliar desafios associados à redução de pobreza e à disponibilidade de tecnologia para mitigação, entre outros, com o desenho de sistemas de comércio de emissões. O curso avançado em comércio de emissões foi organizado pelo ICAP e contou com a palestrantes de diversas organizações envolvidas na concepção e operação do European Union Emissions Trading System (EU ETS), principal mercado de permissões para emitir GEE.  A pesquisadora Inaiê Santos representou o GVces no evento, compartilhando algumas experiências da Simulação de Sistema de Comércio de Emissões da Plataforma Empresas Pelo Clima (SCE EPC).

Ficou claro que esse instrumento de mitigação ainda se insere numa área do conhecimento que está em evolução, à medida que entram em operação outros mercados (como os da Califórnia-Québec e os pilotos chineses) e o EU ETS tem alguns de seus mecanismos de funcionamento revisados. Portanto, o desafio de implementação desse instrumento não se restringe às circunstâncias socioeconômicas de economias emergentes; ele ainda é alvo de debate nos países em que se encontra relativamente consolidado.

Uma das principais polêmicas que giram em torno do EU ETS tem a ver com o fato de o preço das permissões estar muito baixo. Para alguns especialistas, os preços observados recentemente não são suficientes para que os agentes econômicos busquem alternativas de insumos e tecnologias menos intensivas em emissões. Outros acreditam que os preços baixos refletem justamente o sucesso do instrumento, uma vez que seu objetivo é atingir a meta de redução de emissões ao menor custo possível.

Uma interessante observação que emergiu em mais de uma ocasião durante o curso foi que os sinais para que investidores e outros tomadores de decisão façam a transição para uma economia de baixo carbono não precisam necessariamente estar nos preços. A percepção de que existe e continuará a existir no futuro uma restrição sobre as emissões de GEE – mensagem subjacente ao cap decrescente no EU ETS, por exemplo – também contribui para que os agentes econômicos comecem a tomar decisões que favorecem tecnologias menos intensivas em carbono hoje, sobretudo para investimentos que têm um longo prazo de maturação.

Apresentação do desafio colocado ao grupo integrado pela pesquisadora do GVces: ‘Ways towards a global carbon market – bottom-up or top-down? What impulses can be expected from Paris?’

Representantes da América Latina – México, Colômbia, Costa Rica e Brasil

 

Quais são os fatores mais importantes para o desenvolvimento do ambiente empreendedor das capitais brasileiras? Em que áreas gestores públicos e organizações de fomento deveriam focar esforços para impulsionar o crescimento de empresas? Como ajudar empreendedores a escolher a cidade com as melhores condições para seu negócio?

Essas são algumas das perguntas que o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) pretende responder. Lançado pela Endeavor Brasil, o estudo traz uma verdadeira radiografia sobre o potencial do ambiente empreendedor de 14 capitais brasileiras analisadas no ano passado, de forma a ajudar governos e empreendedores a mapearem os pontos positivos e os desafios que cada cidade tem ao desenvolver seu ambiente de negócios. O ICE é baseado em metodologias internacionais e analisou mais de 50 indicadores, divididos em sete pilares: ambiente regulatório, acesso a capital, mercado, inovação, infraestrutura, capital humano e cultura empreendedora.

Saiba mais sobre as principais conclusões do estudo aqui.

Flora Arduini

 

No final de junho, o WWF Brasil e a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) lançaram uma plataforma online que mostra os impactos no tempo, energia, área necessária, gases do efeito estufa e poluentes locais da transferência de modais de transporte (automóveis, ônibus, moto, bicicleta e a pé) para todos os municípios brasileiros com mais de 60 mil habitantes.

O Simulador de Impactos Ambientais em Ações de Mobilidade Urbana é fácil e acessível para todos. Saiba mais e faça o teste sobre o impacto da locomoção em sua cidade.

Ricardo Barretto

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