Interessante iniciativa do Projeto Saúde e Alegria: o Projeto Territórios de Aprendizagem, fruto da parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Santarém e do apoio do Programa Norte de Saberes da Fundação Carlos Chagas, surge com o intuito de trazer referências pedagógicas que possam contribuir no processo de conquista das melhorias necessárias à educação no contexto amazônico.

O programa compreende a escola a partir do conceito de território – espaço marcado não apenas pelas características geográficas, como também pelas relações humanas – auxiliando os sujeitos na compreensão de sua realidade, para que se tornem cidadãos mais críticos e reflexivos e que possam assim agir sobre ela.

O principal objetivo da iniciativa é colaborar para a redução do espaço entre o ensino formal e a realidade sociocultural e ambiental dos alunos, possibilitando a construção de uma aprendizagem significativa que resulte na melhoria dos indicadores de sucesso escolar. Para alcançar este objetivo, o conceito de comunidades de aprendizagem é trabalhado, onde o coletivo passa a valorizar e vivenciar seus saberes comunitários dentro escola.

Lívia Pagotto

 

 

As inscrições para participar do Guia EXAME de Sustentabilidade 2015 foram prorrogadas até o dia 12 de junho. O questionário está disponível aqui.

O Guia EXAME de Sustentabilidade é a maior e mais respeitada pesquisa realizada no Brasil sobre práticas de responsabilidade corporativa. A metodologia do guia e a análise dos dados são elaboradas pelo GVces. No ano passado, 228 empresas que operam no país participaram da pesquisa, e 69 foram destacadas ou mencionadas na publicação final.

Mais informações sobre o encontro e o Guia 2015 no site http://exame.abril.com.br/revista-exame/guia-de-sustentabilidade

Helton Barbosa

 

Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha mostra que o brasileiro está muito preocupado com as mudanças climáticas e acha que o governo não compartilha dessa preocupação.

Segundo o levantamento, encomendado pelo Observatório do Clima e pelo Greenpeace Brasil, 95% dos cidadãos acham que as mudanças climáticas já estão afetando o Brasil. Para nove em cada dez entrevistados, as crises da água e energia têm relação direta com o tema, sendo que para 74% há muita relação entre a falta de água e energia e as mudanças do clima. No entanto, para 84% dos entrevistados, o poder público não faz nada ou faz muito pouco para enfrentar o problema. O Datafolha ouviu 2.100 pessoas em todas as regiões do país.

Os entrevistados também apontaram possíveis formas para resolver o problema. Entre as soluções apontadas estão a redução do desmatamento, melhorias no transporte coletivo e investimentos em energias renováveis. Mais de 80% dos brasileiros acham que essas ações inclusive trarão benefícios para a economia nacional.

A pesquisa mostrou, ainda, que o brasileiro se enxerga como parte da solução: 62% dos entrevistados estão dispostos a instalar um sistema de microgeração de energia solar em casa – equipamentos conhecidos por 74% do público consultado. Diante da hipótese de ter acesso a uma linha de crédito com juros baixos e a possibilidade de vender o excesso de energia para a rede elétrica, o percentual e interessados sobre para 71%.

Sobre a atuação do governo, a pesquisa Datafolha mostra que o brasileiro tem uma percepção bastante crítica: para 48%, o governo federal está fazendo menos do que deveria em relação às mudanças climáticas; para 36%, ele simplesmente não está fazendo nada. Os mais críticos são os brasileiros das regiões Nordeste e Sudeste. Mas, para 2/3 dos entrevistados, o Brasil deveria assumir uma posição de liderança no enfrentamento do problema em nível internacional. No Nordeste, esse índice chega a 74%.

A pesquisa também confirma que existe um bom entendimento das causas das mudanças do clima. Apresentados a nove possíveis causas, os entrevistados apontaram com mais frequência desmatamento (95%), queima de petróleo (93%), atividades industriais (92%), queima de carvão mineral (90%) e tratamento de lixo (87%).

A pesquisa foi realizada entre 11 e 13 de março de 2015. O Datafolha utilizou metodologia quantitativa, realizando entrevistas pessoais e individuais em pontos de fluxo populacional de 143 municípios de pequeno, médio e grande porte com pessoas com mais de 16 anos de idade. A margem de erro para o total da amostra é de 2,0 pontos percentuais para mais ou para menos. Clique aqui para acessar a pesquisa na íntegra. Confira também a matéria exibida no Fantástico (TV Globo) no último dia 17 sobre a pesquisa.

Bruno Toledo (com informações do Observatório do Clima)

 

[Link do site] Uma página interativa para entender brevemente os impactos das cadeias de valor das três principais castanhas consumidas mundialmente (avelã, castanha de caju e amêndoas), em três dimensões: social, ambiental e econômica. Eu sempre achei que o Brasil seria um dos maiores produtores da castanha de caju….nem mencionam!

Flora Rebello

 

Entre os meses de abril e maio o coordenador do Programa Política e Economia Ambiental do GVces, Guarany Osório, participou do Programa de Liderança para Visitantes Internacionais patrocinado pelo Governo dos Estados Unidos da América.

O tema do Programa foi Climate Change Adaptation and Infrastructure Planning com duração de três semanas e contou com a participação de três profissionais, todos do Brasil.

O Programa, dentre seus objetivos específicos, buscou cobrir os seguintes tópicos:

- Estratégias de adaptação nos níveis federal, estadual e local;

- Melhores práticas em planejamento;

- Diferentes arranjos institucionais para lidar com Adaptação;

- Programas e tecnologias para prever e mitigar enchentes urbanas, elevação do nível do mar e secas prolongadas;

- Parcerias público-privado no tema mudanças climáticas;

- Programas de recuperação desenvolvidos após desastres naturais.

O programa foi iniciado em Washington DC, passando pelos estados de Minnesota, Colorado, Califórnia e Florida com uma programação intensa com governo federal, governos estaduais e locais, terceiro setor, empresas e universidades.

O programa foi uma oportunidade para compreender melhor a diversidade de ideias, diferentes soluções desenvolvidas e desafios existentes para o fortalecimento da resiliência do país face às mudanças climáticas. Ao mesmo tempo em aprendemos nas interações com diferentes instituições e iniciativas, também foi possível contar um pouco das experiências do GVces e de iniciativas brasileiras relacionas aos temas.

A seguir uma série de highlights sobre o Programa:

Reunião com o time de clima do Departamento de Estado norte-americano, em Washington DC. Equipe mantendo o otimismo para a Conferência do Clima de Paris, a COP21, que acontece em dezembro.

Este é o Minnesota Interagency Climate Adaptation Team (ICAT), um grupo de representantes de diferentes instituições estaduais comprometido com trabalhar de forma colaborativa e coordenar esforços para adaptação climática no Estado de Minnesota.

Esta é a vista da sala de reunião do National Center for Atmospheric Research (NCAR), em Boulder, Colorado. Eles estão desenvolvendo uma base de dados global sobre mudanças climáticas de domínio público, além de ferramentas para planejamento em conjunto com vários atores.

Este é o Staples Center, casa dos Los Angeles Lakers e do Clippers, espaço que une esporte e sustentabilidade, com o uso de energia solar, captação de água da chuva, tratamento e redução de resíduos, além de eficiência no uso de energia e água.

Finalmente, na Florida, participei de um painel de discussão com governos locais, acadêmicos e outros membros da delegação brasileira sobre o Plano de Ação do Sudeste da Florida sobre mudança do clima. Eles estão “replanejando” a infraestrutura das cidades costeiras – já que o mar segue invadindo partes da região e as projeções da FEMA indicam potencial elevação do nível do mar para as próximas décadas.

 

7o Fórum Mundial da Água ocorreu entre os dias 12 e 17 de abril nas cidades Daegu (foto) e Gyeongbuk, na Coreia do Sul. Promovido pelo Conselho Mundial da Água, o maior evento internacional sobre o tema ocorre a cada três anos e, em 2015, contou com a participação de 40 mil visitantes de 168 países, incluindo nove chefes de estado, 80 ministros e 100 delegações oficiais.

Durante o Fórum, este conjunto de atores multilaterais buscou soluções inovadoras para os atuais e futuros desafios da gestão sustentável da água, um bem público cada vez mais escasso e precioso. Em Daegu, o “Pavilhão Brasil” reuniu os brasileiros que participaram do Fórum, onde foram feitas apresentações por diversos atores envolvidos no tema. Foram apresentados, entre outros, os projetos que receberam o Prêmio ANA 2014 (categorias empresa, ensino, governo, imprensa, ONG, organismos de bacia e pesquisa e inovação tecnológica).

Os pesquisadores do Programa Política e Economia Ambiental do GVces, Alexandre Gross e Guilherme Lefèvre, foram convidados pela Agência Nacional de Águas (ANA) a apresentar os resultados da pesquisa “Análise custo-benefício de medidas de adaptação às mudanças climáticas na bacia hidrográfica do PCJ”.  O Estudo (pdf), encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente e realizado em parceria com a ANA, buscou aprofundar o entendimento sobre a aplicação de análises custo-benefício para a priorização de medidas adaptativas em um cenário de mudanças climáticas na Bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. A pesquisa foi apresentada na programação do Fórum durante o evento “Enhancing resilience through robust water policies and appropriate water management”, organizado pelo Alliance for Global Water Adaptation (AGWA) e UNESCO (International Hydrological Programme) e na agenda do Pavilhão Brasil.

Os resultados encontrados mostram que, sem processos adaptativos, as perdas econômicas incrementais na bacia representariam um percentual significativo do PIB da região em 2050. Em especial, só as perdas causadas pela mudança climática podem representar cerca de 25% a 40% destas perdas incrementais totais estimadas. Em outras palavras, um planejamento que não levasse em conta a mudança do clima estaria negligenciando pelo menos um quarto das perdas potenciais futuras causadas pela escassez hídrica nos usos analisados, ou seja, deixando de ver uma boa parte do problema.

O estudo também avaliou custos e benefícios da adoção de 10 medidas adaptativas, tais como a construção de barragens, reuso de águas cinzas, irrigação eficiente, incentivos econômicos etc.

As mudanças climáticas trazem impactos, traduzidos em desastres naturais e escassez de recursos ambientais, que já afetam e tendem a afetar ainda mais a economia e a sociedade brasileira. Medidas adaptativas devem ser pensadas como alternativas para evitar danos maiores às pessoas e ativos sob risco. Nesse contexto, a pesquisa apresentada durante o Fórum faz parte de um trabalho mais amplo realizado pelo GVces, que desenvolveu uma base teórica para a criação do Plano Nacional de Adaptação. O Plano, que vem sendo construído pelo governo federal, oferecerá uma estrutura regulatória para nortear a política brasileira em relação ao tema Adaptação. Seu objetivo maior é fortalecer a capacidade adaptativa do País, tornando nossa sociedade cada vez mais preparada para enfrentar os impactos da mudança global do clima.

Guilherme Lefèvre e Alexandre Gross

 

Chamam atenção as várias obras da 3a Bienal Internacional de Grafitti com temática socioambiental. Provocações sobre direitos humanos e sobre a relação entre ser humano e natureza dão forma às tintas no espaço interno e externo do Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Vale a visita, mesmo que você sinta que lugar de grafite não é no museu. Até 19 de maio.

Topais

Topais

 

Alexandre Keto


Tars

Tars

Chilote

Chilote

 


Walter Nomura

Walter Nomura

Ricardo Barretto

© 2016 GVces - Coletivo Sustentável Suffusion theme by Sayontan Sinha