Criadores de projetos inovadores em áreas como saúde, educação e meio ambiente, com mais de três anos de atuação e comprovado impacto nas comunidades têm a oportunidade de concorrer ao maior e mais importante prêmio de empreendedorismo social da América Latina. A 11ª edição do Prêmio Empreendedor Social está com inscrições abertas até 17 de maio, pelo site folha.com.br/empreendedorsocial.

O concurso é promovido no Brasil pela Folha de S. Paulo, em parceria com a Fundação Schwab – correalizadora do Fórum Econômico Mundial de Davos e idealizadora da premiação no mundo.

Os líderes sociais que ainda estão iniciando sua caminhada também têm a chance de concorrer ao 7º Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro, dedicado a candidatos com até 35 anos e que comandam iniciativas com um a três anos de atuação. Essa premiação foi criada pela Folha em 2009 e adota os mesmos parâmetros da Schwab para avaliar e contemplar propostas inovadoras que ainda precisam de visibilidade e de capacitação para aumentar sua atuação e influência. As inscrições também são feitas pelo site até 17 de maio.

Ambos os prêmios têm o patrocínio da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e contam com parceria estratégica do UOL, Fundação Dom Cabral e ESPM, além de outros 18 parceiros institucionais e de divulgação – entre elas, o GVces.

Adriana Lima

 

 

Pelo segundo ano consecutivo, o Dia da Revolução da Moda - Fashion Revolution Day - será celebrado em quase 70 países com o intuito de conscientizar o consumidor sobre o verdadeiro custo de nossas roupas. Milhares de trabalhadores no mundo todo são submetidos a condições precárias em confecções têxteis sem que tenhamos pistas das injustiças e violações de seus direitos.

O momento pede a nossa atenção, curiosidade, respeito e atitude. Por isso, o Fashion Revolution quer saber: Quem fez minhas roupas? E você?

A equipe do Brasil convida a todos para conhecerem a proposta do movimento, conversar com profissionais da área e com quem já fez diferente, em um bate papo criativo e um lounge delicioso para finalizar!

Aqui em SP, o encontro acontecerá amanhã, às 19h, na Arena do Matilha Cultural – R. Rêgo Freitas, 542, próximo ao metrô República. Uma das convidadas será Ana Coelho, pesquisadora do programa Inovação na Criação de Valor do GVces. Para participar, é só confirmar no e-mail brasil@fashionrevolution.org.

Saiba mais sobre o movimento e a programação de eventos no Brasil.

 

As inscrições para participar do Guia EXAME de Sustentabilidade 2015 estão abertas até o dia 29 de maio. O questionário está disponível aqui.

O Guia EXAME de Sustentabilidade é a maior e mais respeitada pesquisa realizada no Brasil sobre práticas de responsabilidade corporativa. A metodologia do guia e a análise dos dados são elaboradas pelo GVces. No ano passado, 228 empresas que operam no país participaram da pesquisa, e 69 foram destacadas ou mencionadas na publicação final.

Como em todos os anos, será realizado um encontro com empresas interessadas em participar do processo, para que possam tirar dúvidas sobre a publicação, o questionário e a metodologia de avaliação. Este evento acontecerá no próximo dia 27 (segunda), das 09h às 11h, no mezanino da sede da Editora Abril (Avenida das Nações Unidas, 7221, Pinheiros – São Paulo/SP). Para participar do encontro, confirme sua presença até 24/4 pelo telefone (11) 3037.2119 ou pelo e-mail victoria.olivares@abril.com.br. As vagas são limitadas.

Mais informações sobre o encontro e o Guia 2015 no site http://exame.abril.com.br/revista-exame/guia-de-sustentabilidade

Helton Barbosa

 

Criança trabalhando em Bangladesh (foto: Shanjoy/Wikimedia)

Roupas, alimentos, eletrônicos, matéria-prima básica… Não importa o tipo de produto que você consome: provavelmente você não tem muitas informações sobre a cadeia produtiva que te possibilita consumir determinado produto. Que tipo de empresa o faz? Quantas pessoas estão envolvidas na produção? Quais são as condições de trabalho dessas pessoas?

Num mundo globalizado como o nosso, em que tudo o que consumimos pode vir de lugares tão distantes que você pode nem saber que existe, ter esse tipo de informação é bastante problemático, mesmo para aqueles que procuram ter mais consciência sobre o impacto social de seu consumo.

Essa questão é bastante grave: em muitos países, particularmente na Ásia, centenas de milhares de pessoas (entre elas, muitas crianças) são forçadas a trabalhar em condições indignas similares à velha e tradicional escravidão. De acordo com as Nações Unidas, entre 27 e 30 milhões de pessoas são mantidas nessas condições em todo o mundo. O país com maior índice de “escravos modernos” é a Índia, com quase 14 milhões de pessoas (mais de 1% de sua população). A China vem logo em seguida, com 2,9 milhões.

Somente esses dois países concentram uma parcela significativa do comércio internacional, o que significa que muitos de seus produtos (principalmente matéria-prima, mas também bens de consumo, como eletrodomésticos e eletrônicos) utilizam mão-de-obra em condições análogas à escravidão em seu processo produtivo.

Inspirado por esse cenário crítico e complexo, Justin Dillon, um músico e documentarista, militante na luta contra formas modernas de escravidão, criou uma ferramenta online – o Slavery Footprint. Essa ferramenta parte de uma pergunta simples e aterrorizante: “quantos escravos trabalham para você?”.

No ar desde 2011, o site já recebeu visita de milhões de pessoas em mais de 200 países, interessadas em destrinchar a conexão entre seus itens de consumo cotidiano e o trabalho escravo moderno pelo mundo. Com sede na Califórnia, a proposta é engajar indivíduos, grupos e empresas na conscientização e na ação conjunta em nível global contra a escravidão moderna, além de apoiar negócios que utilizem apenas mão de obra livre e em condições dignas de vida em sua cadeia produtiva, através da iniciativa Made in a Free World.

Bruno Toledo & Flora Arduini

 

Com o avanço das demandas por sustentabilidade, investidores em todo o mundo começam a prestar atenção para o risco de se investir em projetos com ativos “encalhados” – ou stranded assets, no termo em inglês.

Em linhas gerais, esses ativos encalhados são capitais imobilizados, que tendem a perder o valor no contexto da sustentabilidade (por exemplo, usinas termelétricas pouco eficientes). Ao mesmo tempo em que representam um risco para investidores, esses ativos são um importante motivador de resistências para o avanço da nova economia. Esta é uma perspectiva pouco discutida no Brasil, mas basta pensar no pré-sal para ver a importância do assunto para nós.

Acaba de sair do forno um interessante relatório sobre o assunto, produzido pela Smith School of Enterprise and the Environment (SSEE), da Universidade de Oxford. É uma leitura interessante para saber mais sobre o tema e para construir conexões com o cenário brasileiro.

Aron Belinky

 

“O pó dos caminhos subia e espraiava-se, cobrindo-lhes as orlas e cobrindo mesmo boa parte dos campos de cultura. (…) Pouco a pouco, o céu escurecia sob as nuvens de poeira e os ventos mais e mais mergulhavam nos caminhos e se elevavam com novos carregamentos de poeira. (…) O céu ficava cada vez mais escuro e, oculto sob sua capa cinzenta, o sol parecia um disco sangrento, e havia um cheiro acre no ar. (…) Homens e mulheres permaneciam aborrecidos e inquietos em suas casas, e tapavam o nariz com lenços quando tinham que sair, e punham óculos contra poeira para proteger os olhos. (…) A poeira misturava-se ao ar, como se formassem um só corpo; era uma emulsão de ar e de poeira”.

Na introdução do clássico “As Vinhas da Ira”, John Steinbeck nos relata – com detalhes obsessivos – como nuvens de poeira varreram comunidades inteiras do Meio-Oeste norte-americano nos anos 1930, durante o chamado Dust Bowl, talvez o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos. O nome em si foi cunhado há exatos 80 anos, em 14 de abril de 1935 (o Black Sunday, domingo negro), quando uma única tempestade de poeira conseguiu transformar um dia com céu límpido e sol brilhante numa escuridão mais sombria que a própria noite. Os relatos sobre esse dia na imprensa e os testemunhos de quem viu a tempestade eram como se tivessem saídos de um pesadelo – e para aqueles que viviam isso na pele, o Dust Bowl era um pesadelo sem fim.

Uma das cenas mais características da época do Dust Bowl: densas e gigantescas nuvens de poeira, que chegavam a bloquear a luz do sol por horas durante o dia. Esta imagem foi tirada em 17 de abril de 1935, na cidade de Stratford, Texas (NOAA George E. Marsh Album)

As tempestades de poeira que afligiram as Grandes Planícies do Meio-Oeste causaram a maior migração da história do país num curto espaço de tempo: entre 1930 e 1940, quase 3,5 milhões de pessoas abandonaram (por opção ou forçadas por dívidas bancárias) suas terras (localizadas principalmente nos estados de Oklahoma e Texas) em direção à costa leste norte-americana.

O baque econômico causado pelo Dust Bowl não foi pequeno: a região afetada pelas tempestades de poeira era considerada um dos principais celeiros agrícolas do país, particularmente de trigo. No contexto da Grande Depressão, que já castigava os Estados Unidos desde 1929, o Dust Bowl foi fatal para muitos agricultores e suas famílias, incapazes de arcar com os custos econômicos de perdas sucessivas de safra e de gado – é nesse contexto que Steinbeck escreveu a saga de Tom Joad e sua família, expulsos de suas terras arruinadas em Oklahoma e forçados a migrar para a Califórnia, em meio às dificuldades causadas pela crise econômica.

As causas do Dust Bowl foram eminentemente humanas. Inicialmente, as Grandes Planícies eram territórios relativamente secos, cobertas por um capim característico que segurava o solo e dominadas por búfalos. Por isso, nos primeiros estágios da ocupação norte-americana na região, poucos se aventuraram em se assentar nessas áreas. Em 1862, através do Homestead Act, o governo federal começou a incentivar a ocupação desses territórios, demarcando propriedades de até 65 hectares por preços relativamente baixos. Com a chegada das estradas de ferro transcontinentais, os assentamentos agrícolas começaram a se proliferar nessa região. Mesmo com a agricultura se provando bastante complicada, por causa das características do solo e do clima, o governo continuou incentivando a chegada de mais colonos, oferecendo lotes maiores de terra por preços ainda mais baixos. Um dos slogans do governo e dos corretores fundiários era que a chuva seguia o arado (“the rain follows the plow”), ou seja, quanto mais plantação tivesse, mais chuva cairia.

Agricultores trabalhando na colheita de trigo no Colorado (foto de Arthur Rothstein, 1939)

Depois da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), com os distúrbios que tomaram conta da Rússia revolucionária (até então a maior produtora mundial de trigo), a região das Grandes Planícies tornou-se uma das principais produtoras de trigo do mundo. As plantações aumentavam na mesma medida em que os preços internacionais do trigo subiam. A mecanização da agricultura começava a virar uma realidade, empurrando a produtividade sempre para níveis superiores. A sorte também foi importante nessa expansão: na década de 1920, a região passou por um período prolongado atipicamente chuvoso, o que garantiu safras cada vez maiores e incentivou a expansão dos cultivos nas safras seguintes. Tudo isso financiado de forma fácil pelos bancos, em meio ao frenesi econômico característico daquela época. A “receita” da agricultura era a mesma da indústria pré-1929: produzir mais para obter mais renda, e sempre assim.

No final das contas, praticamente toda a extensão antes coberta por capim nativo acabou convertendo-se em monoculturas tradicionais. Consequentemente, o solo antes preso ao chão pelo capim acabou se soltando, o que não foi exatamente um problema até o começo dos anos 1930, quando a região começou a viver um período prolongado de seca.

Junto com a seca, veio a Grande Depressão. A queda nos preços internacionais do trigo começou a afetar mais diretamente a partir de 1931, quando a desvalorização chegou a quase 70% em apenas um ano. Mesmo com a queda brutal nos preços, os agricultores das Grandes Planícies continuaram apostando em mais produção e mais terreno cultivado. Não demorou muito para a bolha estourar.

Uma das imagens mais famosas relacionadas ao Dust Bowl, tirada por Arthur Rothstein em abril de 1936 no condado de Cimaroon, em Oklahoma

Com o tempo seco, principalmente a partir de 1934, o solo começou a levantar do chão, carregado pelas fortes correntes de ar, características da região. Assim, formaram-se nuvens gigantescas de poeira, que enterravam tudo o que estava na sua frente: plantações, gado, casas, cidades. Era praticamente impossível escapar da poeira: quando as tempestades de vento chegavam, as pessoas tinham que correr para suas casas, sob o risco de ficarem sufocadas pela densa poeira. Dentro das casas, as famílias tentavam selar todas as aberturas externas, como portas e janelas, mas partículas finas de poeira entravam facilmente pelo vão entre as tábuas de madeira utilizadas nas construções.

A penumbra daquele domingo de abril de 1935 chamou a atenção dos grandes jornais impressos dos Estados Unidos para o desastre no Meio-Oeste. Naquela época, o governo Roosevelt já discutia possíveis ações junto com o Congresso para aliviar os impactos do Dust Bowl e reverter o processo de erosão da terra naquela região, mas as conversas se arrastavam fazia meses. A própria natureza se encarregou de mostrar aos congressistas a urgência do problema: correntes de ar levaram algumas nuvens de poeira do Meio-Oeste para a Costa Leste dos EUA. Para quem estava em Washington, a centenas de quilômetros da região crítica, bastava abrir a janela e olhar para o céu empoeirado para perceber que a situação começava a fugir do controle.

O resultado disso tudo foi a aprovação do Soil Conservation Act, o ato de conservação do solo, pelo Congresso dos EUA em 27 de abril, semanas depois do Black Sunday. Essa iniciativa, acompanhada por outras ações menores, foi a base para a resposta governamental ao desastre ambiental do Dust Bowl. Nos anos seguintes, o governo comprou terras e estabeleceu unidades de conservação, implementando medidas de recuperação do solo e da vegetação nativa. Consequentemente, a degradação do solo diminuiu bastante: em 1935, quase 80% do território das Grandes Planícies sofriam com erosão do solo; quatro anos depois, essa porção tinha caído para 1/5 da área afetada.

Para as famílias que sofriam com as tempestades de poeira, o alívio era pequeno. Endividadas, sem produção e com os preços do trigo baixíssimos, milhares de pessoas perderam o único pedaço de chão que possuíam. Expulsas de suas antigas propriedades pelos mesmos bancos que financiaram o frenesi produtivo da década anterior, essas pessoas não tinham outra opção senão ir embora – muitas vezes, para sempre.

Cena de "As Vinhas da Ira", de John Ford (1940)

Uma das cenas mais marcantes da versão cinematográfica de “As Vinhas da Ira”, dirigida por John Ford e estrelada por Peter Fonda em 1940, é a passagem da família Joad por um acampamento de trânsito para “refugiados” do Dust Bowl, o primeiro da jornada deles até a Califórnia: a miséria crua, a precariedade das instalações, as condições indignas de vida – tudo isso no seio da maior economia do planeta, depois de uma década vibrante de crescimento “sem fim” (aliás, cenas desse trecho do filme chegaram a ser usadas/manipuladas pela propaganda da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra para mostrar a miséria da sociedade norte-americana).

O destino final nem sempre era melhor. Em muitas cidades norte-americanas, os deslocados do Dust Bowl acabaram engrossando as Hoovervilles – favelas que recebiam esse nome como uma “homenagem” ao presidente Herbert Hoover (1929-1933), considerado por muitos na época como o principal culpado pelo desastre econômico.

Uma das imagens mais marcantes do século XX: "Migrant Mother", tirada por Dorothea Lange em 1936. Seu nome era Florence Owens Thompson (1903-1983).

Para quem ficava – porque não tinha para onde ir e/ou não tinha perdido sua terra – o que sobrava era persistência: esperar até o tempo melhorar e viver com o que tinha. A recuperação foi lenta, com direito a mais uma temporada de tempestades de poeira na década de 1950, numa intensidade muito menor que a dos anos 1930. Mas os reflexos daquela época persistem até hoje: as cicatrizes continuam marcando aqueles que ficaram e aqueles que tiveram que ir embora. E, principalmente, a principal lição daquele episódio é frequentemente esquecida: vivemos em um mundo com limites; os recursos são finitos, a capacidade produtiva é finita, e os impactos de se empurrar demais esses limites podem ser pesados demais para se arcar – em tempos de discussão sobre clima e água, essa valiosa lição precisa ser retomada e reforçada em todo o mundo.

As imagens hoje icônicas de Dorothea Lange e Arthur Rothstein são um retrato fiel do desastre ambiental e de seus efeitos sociais: miséria, desolação, e poeira. As promessas do crescimento sem fim, enterradas na poeira.

Bruno Toledo

 

No próximo domingo (19/4), a praça Amadeu Decome, em SP, receberá a turma do FIS 10 e o Movimento Boa Praça, que promoverão um piquenique especial.

Neste semestre, os fisers da inSPira, a 10ª turma da disciplina Formação Integrada para Sustentabilidade, foram desafiados a pensar numa intervenção urbana em espaço público paulistano.

O intuito desse piquenique, que faz parte da programação da macro imersão da turma, é vivenciar a ocupação do espaço e a realidade do local. Por isso, todos que quiserem conhecer a turma e o trabalho do Movimento Boa Praça estão convidados a participar. É só trazer comes e bebes, para contribuir com a vivência do espaço público.

A praça Amadeu Decome fica perto da avenida Cerro Corá, no Alto de Pinheiros, e o piquenique acontecerá das 10h às 13h.

Fernanda Carreira

 

Com foco no funcionamento e aperfeiçoamento de instituições e organizações brasileiras, tanto públicas quanto privadas, professores e pesquisadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (Eaesp-FGV) agora podem contribuir com pesquisas e reflexões no Blog Gestão, política e sociedade. Convidados externos que atuam nesses campos de pesquisa também podem colaborar. Os artigos não refletem a posição institucional da Eaesp-FGV e são de responsabilidade dos autores.

Mario Monzoni

 

Passada a temporada de chuvas em SP, o alívio foi pouco: mesmo com os reservatórios mais cheios, o volume de água ainda está muito abaixo do desejado e o perigo de desabastecimento continua mais vivo do que nunca, principalmente nos próximos meses, com as estiagens de inverno.

Por isso, a economia de água continua sendo a ordem do dia no Estado de São Paulo. Para que possamos garantir melhores condições hídricas nos próximos meses, precisamos reduzir ainda mais o consumo de água. Os números continuam apontando para um desperdício grande de água no Brasil: o brasileiro consome em média 165 litros de água todos os dias, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que esse consumo poderia ser mais baixo, entre 50 e 100 litros, o que continuaria atendendo confortavelmente as necessidades diárias de cada pessoa.

E para nos ajudar nesse esforço de redução de consumo e uso mais racional de água, a Aliança pela Água, coalizão de organizações da sociedade civil preocupadas com a segurança hídrica do Brasil, lançou a publicação online Água – Manual de Sobrevivência para a Crise.

Além de dicas para economizar água, o manual ensina também estratégias para sobreviver ao colapso – ou seja, caso a falta de água se prolongue por muito tempo.

Para a Aliança pela Água, a segurança hídrica do país depende de três fatores fundamentais: zerar o desmatamento, despoluir os rios, e recuperar parte da cobertura florestal brasileira, a começar pelas áreas de manancial e margens dos rios. Além disso, o poder público, junto com a sociedade civil, precisa desenhar um planejamento de longo prazo para a gestão da água.

Confira algumas das dicas desse manual para enfrentar a crise hídrica atual:

- armazene a água do chuveiro enquanto ela esquenta e a use para lavar louça e roupas;

- água do banho pode ser utilizada para limpeza da casa, rega de plantas e descarga sanitária;

- escovar dentes com meio copo ou menos;

- alimentos que serão cozidos ou comidos sem casca não precisam passar por esterilização;

- embalagens descartáveis que serão recicladas podem ser limpas com guardanapo sujo ou resto de papel;

- carros podem ser limpos com pano ou bucha úmidos e calçada só com vassoura.

Bruno Toledo (publicado originalmente no blog do Observatório do Clima)

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