O Clima e os Desastres Naturais – INCT para Mudanças Climáticas from Vídeos Mudanças Climáticas on Vimeo.

Voltado a educadores, estudantes de ensino médio e graduação e formuladores de políticas públicas, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC) lançou o primeiro de uma série de seis vídeos educacionais.

O primeiro vídeo fala sobre os sistemas de monitoramento de desastres naturais e também sobre como previnir seus impactos.

Até junho os outros vídeos devem ser concluídos e abordarão temas relacionados à segurança alimentar, segurança energética, segurança hídrica, saúde e biodiversidade.

Luciana Betiol

 

Estima-se que cada brasileiro consuma cerca de cinco litros de agrotóxico por ano. De acordo com dados da ANVISA (2011-2012) uma média de 30% dos alimentos que consumimos contém substâncias proibidas no país ou estão acima do nível de uso permitido.

Feiras Orgânicas ou Agroecológicas são ótimas como alternativa para compra direta com o produtor, o que diminui intermediários (supermercados) e por consequência os preços dos alimentos, ao mesmo tempo que estimula a produção local.

O Mapa de Feiras Orgânicas é uma ferramenta de busca rápida, idealizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que tem como objetivo tornar os produtos orgânicos mais acessíveis e fomentar uma alimentação saudável em todo Brasil.

Pelo Mapa é possível filtrar as buscas de acordo com a localização, horário de funcionamento e outras informações enviadas pelos usuários.

Manuela Maluf

 

 

 

No post a seguir, Paulo Vodianitskaia faz um convite sobre como trazer para a vida cotidiana as ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, que se fazem urgentes com os recentes alertas dos relatórios do IPCC.

“Em meio a um mundo virtual de informações desconexas, torna-se difícil para nós refletir sobre o que lemos. Lanço a você um desafio: refletir profundamente sobre como as mudanças do clima causadas pelo aquecimento global podem interferir em nosso futuro, e o que devemos fazer agora. Este é um tema que lhe parece relevante?” Saiba mais

Mario Monzoni

 

Com porte grave, James Inhofe tomou a palavra em sessão no Senado norte-americano no último dia 26 disposto a contestar da forma mais efetiva possível a ideia de que o planeta Terra esteja vivendo algum tipo de “aquecimento”. No meio de seu discurso, para um plenário relativamente vazio, Inhofe repentinamente desembala uma bola de neve e a levanta, mostrando-a para seus colegas. A constatação: como podemos estar no meio de um processo de aquecimento global, com as temperaturas médias globais subindo radicalmente nas últimas décadas, se está frio pra c… lá fora! Afinal, pelo segundo ano consecutivo, o norte dos EUA e o Canadá vivem invernos com recordes de temperaturas baixas. No ano passado, essa região ficou praticamente congelada por causa do chamado vértice polar. Ainda assim, para incômodo de Inhofe e de seus parceiros negacionistas, as agências científicas do governo norte-americano (NOAA e NASA) apontaram o ano de 2014 como o mais quente já registrado no país. Como isso é possível? Com bola de neve e tudo?

Essa tem sido uma luta particularmente difícil para o veterano senador republicano pelo estado de Oklahoma: nem mesmo a maior parte dos simpatizantes de seu partido concorda com sua posição. Pesquisa recente publicada pelo jornal The New York Times aponta que quase metade das pessoas que se identificam como republicanas apoiaria candidatos de seu partido que defendessem ações contra as mudanças climáticas. No público geral, 67% dos entrevistados estariam menos inclinados a votar em um candidato caso ele não acreditasse nas mudanças do clima. Os números, ainda que comparativamente pequenos, principalmente se olharmos para pesquisas desse tipo na Europa, mostram o quanto o público norte-americano aumentou seu grau de preocupação com esse problema desde o início do século. Na mídia e nas redes sociais, a batalha de Inhofe e sua “bola de neve” foi perdida: a cena do senador jogando uma bola de neve no plenário de senado transformou-se num meme constrangedor, alvo de críticas ácidas da direita e da esquerda norte-americana.

Para alívio de Inhofe e seus aliados, nesta legislatura o senador ganhou um palanque especial para contestar o que ele chama de “farsa” das mudanças do clima: a presidência do Comitê de Trabalhos Públicos e Meio Ambiente do Senado. Num ano particularmente importante para o processo político de negociação internacional no tema e num momento crucial anterior à disputa presidencial norte-americana em 2016, a presença de Inhofe numa posição de destaque no Senado é mais uma peça na estratégia republicana para desmontar as ações climáticas tomadas pelo governo Barack Obama nos últimos anos. Driblando a oposição republicana no Congresso, Obama tem editado decretos executivos para fazer valer seu objetivo de colocar os EUA num caminho mais racional no combate ao aquecimento do planeta – bem distante da inação política característica do mandato de seu antecessor, o republicano George W. Bush (2001-2009). Para os republicanos, derrubar essas medidas no Congresso imporia mais uma grande derrota ao presidente na véspera de uma disputa presidencial, com grande possibilidade de esse revés contaminar as chances políticas do/a futuro/a candidato/a democrata à Presidência no próximo ano.

Poucos lugares nesse mundo apresentam uma partidarização tão profunda da questão climática como os EUA. O debate político sobre o tema cultiva aquele tipo de radicalização tão comum nos chamados “grandes temas sociais”, como o uso de drogas, o direito ao aborto, e casamento civil de pessoas do mesmo sexo: ou você apoia ou você não apoia – ou seja, se você apoia, provavelmente você tende a se alinhar os democratas; se você não apoia, possivelmente você tenha mais apreço pelos republicanos. Inserido nessa disputa entre conservadores republicanos e liberais democratas (uma simplificação da realidade política de cada partido e das dezenas de outros partidos sem representação política no país), o problema climático tornou-se menos uma questão de constatação científica e mais uma questão de opinião política.

Como no resto do mundo, a principal variável na equação política do clima nos EUA é a economia. Para o governo Obama, os EUA não podem mais se isentar de sua responsabilidade pelo problema climático; mais do que simplesmente cortar emissões, o atual presidente norte-americano defende uma abordagem mais positiva do desafio climático, olhando-o como uma oportunidade para modernizar a economia do país e torná-la mais competitiva no pós-crise financeira. De acordo com o presidente, o governo deve trabalhar na transição para uma economia preparada para trabalhar com menos emissões de gases do efeito estufa, olhando para o que já está sendo feito na Europa e na China. Para a oposição republicana, essas políticas endereçam um problema que eles não concordam que existe e machucam gravemente a economia norte-americana, ao restringir o uso de fontes baratas e tradicionais de produção energética (leia-se carvão e petróleo).

O capítulo mais recente nessa seara foi a aprovação pelo Congresso da construção do oleoduto Keystone XL – quase 1.900 km de dutos para transportar petróleo da província canadense de Alberta para o estado norte-americano de Nebraska, num volume que chegaria a 830 mil barris de óleo por dia. Para os republicanos, a construção desse novo trecho da Keystone diminuiria a dependência de petróleo vindo do Oriente Médio, aumentaria a oferta desse produto (o que reduziria os preços no país) e geraria 42 mil vagas de trabalho durante os dois anos de implantação. Para os democratas, junto com ambientalistas, esse trecho de oleoduto poderia impactar gravemente o meio ambiente em regiões sensíveis previstas no traçado do projeto, em especial no estado de Montana, além de ir contra a proposta do atual governo em diminuir o uso de combustível fóssil por parte da indústria norte-americana.

Em fevereiro passado, aproveitando a nova maioria republicana no Senado, o Congresso aprovou sua construção. Pouco depois, Obama rejeitou a proposta aprovada pelos congressistas, afirmando que a decisão sobre essa questão deve ser tomada pelo poder executivo. Sem votos para derrubar o veto presidencial, os republicanos continuam defendendo a proposta e aguardam os próximos passos do governo Obama ou mesmo a eleição do próximo governo. A “vitória” dos grupos ambientalistas ainda é provisória: a atual administração não rejeita a possibilidade de aprovar a construção da Keystone XL, mas exige que alterações sejam feitas no projeto de construção. Essa aprovação pode vir a ser feita pelo próprio presidente Obama ou pelo seu sucessor.

No caso norte-americano, uma variável que complica ainda mais o debate político sobre clima é a crença religiosa. Para alguns conservadores cristãos, que compõem o famoso Tea Party, a narrativa da responsabilidade humana sobre as alterações recentes do clima replica a “arrogância” liberal de achar que os homens podem mais que Deus. Nesse ponto, a principal crítica vai para a ciência como um todo. O raciocínio que contesta a ciência por trás dos estudos sobre clima é similar àquele que rejeita o ensino da teoria da evolução natural das espécies nas escolas ou mesmo o movimento recente contra vacinação infantil: a ciência, arrogante em seu próprio conhecimento, é incapaz de explicar o que, para esses setores, tem uma resposta “transcendental”. Assim, as mudanças do clima são eventos naturais, nos quais a humanidade não tem responsabilidade alguma (leia-se vontade divina), ou elas são simples factoide, não passam de uma “farsa” propagada para atingir os Estados Unidos.

Em muitas análises da discussão política sobre clima nos Estados Unidos, frequentemente essa variável sociocultural é desconsiderada como um obstáculo efetivo para a ação política no país. De acordo com esse raciocínio, as variáveis econômicas são muito mais importantes para definir qual será o caminho tomado pelos EUA; se a ação climática se explicar em termos econômicos, ela se viabilizará. Concordo com isso, mas considero perigoso ignorar o potencial danoso que uma abordagem anticientífica pode ter sobre o processo decisório da maior potência do planeta – que possui regras eleitorais sui generis que permitem que um candidato com menos votos gerais, dependendo da distribuição de seus votos nos estados, consiga assegurar a presidência do país. A possível eleição de um negacionista iria derrubar todas as medidas tomadas e os avanços realizados pelo governo Obama em clima com apenas uma assinatura presidencial. Isso traria consequências sinistras para os Estados Unidos e para as discussões internacionais em clima, que já sofreram danos em outros momentos por causa da reticência de quem ocupava a Casa Branca.

Aos poucos, os republicanos começam a tentar a reconciliação com a ciência climática. Graças em boa medida à influência de grandes lideranças empresariais e de alguns líderes políticos do partido alinhados com o tema, como o ex-governador e astro de Hollywood Arnold Schwarzenegger, setores mais realistas do partido começam a defender algum grau de ação política para conter as mudanças do clima. Entretanto, olhando para as lideranças congressistas e estaduais do partido, o caminho para uma compreensão mais clara da relevância das mudanças climáticas será longo para os republicanos. Que a bola de neve da ignorância climática não esmague os eleitores norte-americanos em 2016!

Bruno Toledo

 

A Revista Educação fez uma seleção especial de 10 filmes inspiradores para refletir sobre educação – o papel do professor, do aluno e do sistema educacional. Confira abaixo a lista e saiba mais sobre os filmes aqui.

1. “Quando sinto que já sei” (2014, Brasil), de Antonio Salgado, Raul Perez e Anderson Lima

Custeado por meio de financiamento coletivo, o filme registra práticas inovadoras na educação brasileira.

2. “A Educação Proibida” (2012, Argentina), de German Doin e Verónica Guzzo

Gravado em oito países da América Latina, o documentário problematiza a escola moderna e apresenta alternativas educacionais desenvolvidas na região.

3. “Pro dia nascer feliz” (2006, Brasil), de João Jardim

O filme mostra o cotidiano permeado de desigualdade e violência de jovens de quatro escolar públicas brasileiras.

4. “Além da sala de aula” (2011, EUA), de Jeff Bleckner

Baseado em fatos reais, o filma narra a trajetória e os desafios enfrentados por uma professora recém-formada em uma escola temporária para sem tetos.

5. “Sementes do nosso quintal” (2012, Brasil), de Fernanda Heinz Figueiredo

A infância é o tema central do documentário, que foca no cotidiano da Te-Arte, uma escola infantil inovadora que foca no estímulo da criatividade infantil, e na trajetória da idealizadora Thereza Soares Pagani.

6. “Quando tudo começa” (1999, França), de Bertrand Tavernier

Em meio à miséria e à indiferença do governo francês, um professor de uma escola pública se envolve com as situações vividas pelas famílias das crianças e protesta contra as políticas sociais do país.

7. “Paulo Freire – Contemporâneo” (2006, Brasil), de Toni Venturi

Entrevistas com familiares, pedagogos e o próprio Paulo Freire apresentam o pensamento e a atemporalidade do método de alfabetização do educador.

8. “Tarja Branca” (2014, Brasil), de Cacau Rhoden

Tratado com serenidade, o direito de brincar é o tema desse documentário, que aborda o conceito de “espírito lúdico” e convida para a reflexão do desenvolvimento do homem adulto.

9. “Entre os muros da escola” (2008, França), de Laurent Cantet

Uma sala de aula na periferia de Paris simboliza o choque cultural presente na França contemporânea. O longa é baseado em livro homônimo de François Bégaudeau, protagonista da narrativa.

10. “Mitã” (2013, Brasil), de Lia Mattos e Alexandre Basso

Educação, espiritualidade, tradição e cultura da criança se misturam na narrativa, inspirada pelos pensamentos de Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Lydia Hortélio.

Maria Piza

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