O Programa ReDes foi construído através de parceria estabelecida em 2010 entre o Instituto Votorantim e o BNDES, que juntos identificaram a oportunidade de investir em estratégias de geração de trabalho e renda, desenvolvidas e geridas por associações e cooperativas, utilizando a capilaridade e conhecimento local das Unidades de Negócio do Grupo Votorantim para potencializar a atuação social em territórios com concentração de pobreza e baixo dinamismo econômico.

De um lado, o BNDES buscava dar efetividade em sua atuação social, pautada no Plano Brasil Sem Miséria. De outro, o Instituto Votorantim, como qualificador da atuação social do Grupo, tinha o interesse em desenvolver ações que contribuíssem para a redução da pobreza e da dependência local e a promoção da diversificação econômica.

A partir da parceria, que contempla recursos da ordem de R$ 62 milhões, 50% provenientes do Fundo Social do BNDES e 50% da Votorantim, foi desenvolvido um modelo de atuação baseado na articulação entre os diversos agentes locais para apoiar o desenvolvimento local. O Programa ReDes implementa projetos de geração de trabalho e renda e constrói uma rede capaz de fortalecer a economia inclusiva, articulada por uma instância participativa com representação dos três setores da sociedade.

Atualmente o programa atua em 28 municípios com indicadores sociais críticos, de 11 estados e o Distrito Federal, e alcança as 5 regiões do país. A definição do modelo de atuação permitiu identificar eixos de ação prioritários: abastecimento alimentar, comércio e serviços, economia criativa e reciclagem.

Iniciado o Programa, a metodologia divide-se em três fases:

i) Reconhecimento dos potenciais produtivos das localidades;

ii) Apoio aos grupos de participação comunitária na definição de sua visão de futuro e planejamento de suas ações e desenvolvimento de planos de negócios inclusivos;

iii) Implementação e monitoramento dos projetos aprovados, com investimento direto de recursos financeiros e técnicos e apoio aos conselhos comunitários.

Para monitoramento e gestão da evolução dos conselhos comunitários, foram criados 5 indicadores de acompanhamento, atualizados mensalmente, que avaliam: a identidade do grupo, as relações, processos, recursos e relacionamento da empresa e o grupo.

 

O plástico é um componente relevante dos resíduos sólidos urbanos, tanto pelo volume produzido quanto por seu elevado tempo de decomposição.

A Braskem, como maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, assumiu o compromisso de trabalhar para que o ciclo de vida do plástico seja mais sustentável.

O Programa Ser + Realizador é uma iniciativa que abrange os municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Alagoas e Bahia e busca promover a inserção social e econômica de catadores de materiais recicláveis ofertando cursos profissionalizantes, além de ajudar na eficiência da gestão de resíduos pós-consumo e na sustentabilidade ambiental nos municípios de atuação.

No Rio Grande do Sul, parte desta iniciativa está inserida no Programa de Inclusão Produtiva de reciclagem Todos Somos Porto Alegre, visto como referência local.

Todos Somos Porto Alegre foi originado por meio de uma parceria entre Braskem, prefeitura municipal, Mãos Verdes, uma organização da sociedade civil, e BNDES, com investimento de 18 milhões de reais até 2016.

Neste contrução coletiva, da qual a Braskem faz parte, além de ter financiado seu desenho e planejamento, a Prefeitura e o BNDES também disponibilizaram recursos e a Cooperativa Mãos Verdes apoia a sua gestão.

Após estudar a cadeia de reciclagem de Porto Alegre, a iniciativa busca modificar o cenário da reciclagem por meio de três projetos: Inclusão Produtiva no mercado de trabalho os condutores de Veículos de Tração Animal (VTAs) e de Veículos de Tração Humana (VTHs), Reestruturação das Unidades de Triagem de Porto Alegre para que as cooperativas se tornem atraentes para outras indústrias locais por conta da logística reversa, e Educação Ambiental para alunos, professores, catadores e comunidade.

Dentre os principais resultados obtidos pelo programa está um aumento de renda para 100% dos cooperados apoiados em mais de um ano, 23 mil pessoas sensibilizadas por meio de ações educativas e, teve no RS, entre 2011 a 2013, 749 beneficiários qualificados, sendo que de 2013 a 2014 113 beneficiários iniciaram atividade autônoma e 99 conquistaram novo emprego.

Milene Fukuda

 

A Rede de Ação Política pela Sustentabilidade – RAPS – está com inscrições abertas para o processo seletivo 2015 da Rede de Líderes Políticos por um Brasil Sustentável. Até 11 de janeiro de 2015, os interessados podem se inscrever gratuitamente para participar dos projetos Líderes RAPS, Jovens RAPS e Empreendedores Cívicos.

O primeiro tem como objetivo ampliar o número de políticos com mandato comprometidos com os valores e princípios da ética, transparência e da sustentabilidade. O projeto Empreendedores Cívicos visa a potencializar a participação da sociedade na vida política do país por meio do engajamento os temas da política e do controle social. Já o projeto Jovem RAPS tem como foco estimular a participação da juventude nas experiências de práticas cidadãs, fomentando o surgimento de novos protagonistas na vida pública.

A partir de março de 2015, os selecionados para estes projetos receberão formação e capacitação gratuitas em cursos, palestras, seminários e eventos com os melhores consultores e cientistas políticos do Brasil e do exterior, como o professor Steve Jarding, da Universidade de Harvard (EUA), especialista em planejamento de campanhas eleitorais.

O processo seletivo contará com rigorosa análise curricular e entrevista. As inscrições devem ser feitas por meio do Portal RAPS.

Bruno Toledo (com informações da RAPS)

 

A Companhia EspíritoSantense de Saneamento – CESAN, é responsável pela construção da rede de esgoto e pela coleta e cuidado deste em 52 municípios do estado em que atua.

Entre 2002 e 2012, a empresa implantou 1.640 km de redes, 171 elevatórias e 33 novas estações de tratamento.

Finalizada esta etapa, no entanto, o índice de adesão das comunidades receptoras, que deve ser realizada pelas próprias residências, a partir de adaptações e pequenas reformas, foi abaixo do esperado.

A empresa fez uma pesquisa para entender os motivos para a não adesão da rede coletora de esgoto e os principais pontos encontrados foram o valor da tarifa, a falta de mão de obra qualificada para efetivar as ligações e dos recursos necessários para interligação do imóvel à rede, além da falta de compreensão da importância dos serviços de saneamento.

A partir de tal diagnóstico, a CESAN criou o programa “Se Liga na Rede”, com o objetivo de investir na promoção das atividades técnicas sociais voltadas à valorização dos Sistemas de Esgotamento Sanitários (SES) implantados, em mecanismos de efetivação das ligações, direcionadas às pessoas em situação de risco e/ou vulnerabilidade social, desburocratização do acesso aos serviços.

As ações desenvolvidas incorporaram reuniões com lideranças comunitárias; visitas porta a porta, levando informação sobre como fazer a ligação, além de benefícios como a tarifa social e a oferta da ligação gratuita em alguns territórios; formação de grupo local de acompanhamento às ligações de esgoto buscando a minimização de conflitos no decorrer da execução dos serviços; apresentações lúdicas nas escolas sobre saneamento; organização de visita às estações de tratamento de esgoto; cinema na comunidade e a capacitação profissional por meio de curso de bombeiro hidrossanitário, a fim de capacitar moradores locais, formar mão de obra qualificada, promovendo o desenvolvimento de capacidades locais e a valorização dessas vocações.

Os resultados alcançados foram medidos através do incremento de ligações intradomiciliares às redes coletoras de esgoto, da despoluição de rios e praias e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida da população. Foram mais de 40 mil imóveis visitados e informados sobre saneamento, mais de 15 mil aceites para execução da obra de ligação gratuita e cerca de 58 mil novos domicílios interligados aos SES.

O saneamento é um fator ambiental chave para a qualidade da vida humana, e impacta substancialmente os recursos naturais e o meio ambiente.  Na região metropolitana do estado do Espírito Santo.

 Milene Fukuda

 

No período de 3 a 5 de novembro tive o privilégio de participar de um grupo convidado pela Natura para visitar uma de suas comunidades fornecedoras e sua planta industrial em Benevides, no estado do Pará.

Formado por 31 pessoas ligadas aos temas de comunicação, moda e sustentabilidade, este grupo pôde ver de perto a execução de um modelo de negócios ousado, complexo e inspirado pela possibilidade de transformar os desafios do desenvolvimento sustentável em oportunidades de criação de valor compartilhado.

No primeiro dia chegamos em Belém no início da tarde, ainda em tempo de uma rápida visita a lugares que expressam os encantos desta cidade alegre, acolhedora e fortemente influenciada pelo convívio com a floresta amazônica, da qual herdou ingredientes que são base para uma culinária que explode em aromas e sabores.

Na manhã do segundo dia, após três horas de carro em estradas com asfalto precário ou mesmo de terra, começamos a experimentar um pouco da complexidade de uma cadeia de valor que optou pelo uso sustentável de ativos da sociobiodiversidade. Ativos como murumuru, açai, cupuaçu, castanha do Brasil e andiroba, que são fornecidos por cerca de três mil e quinhentas famílias organizadas em 35 comunidades, das quais 25 na região amazônica, como é o caso da Associação Jauarí, que há oito anos se relaciona com a Natura. Localizada nas margens do rio Moju, caudaloso como só os rios da Amazônia sabem ser, esta comunidade nos proporcionou uma experiência inesquecível do que a Natura chama de bem estar bem, ou seja, o convívio harmonioso consigo mesmo, com os outros e com o mundo à nossa volta.

Entre caminhadas na mata, banho de rio, alimentação saudável, dança do carimbó e conversas com significado, nosso grupo conheceu pessoas que têm clareza do que é liberdade e, por isso, optaram por um modelo de desenvolvimento que lhes permite viver com dignidade e em estreita sintonia com o ambiente em que estão inseridas.

Se a ida para a comunidade de Moju revelou os obstáculos logísticos do transporte rodoviário, a volta para Belém nos mostrou a faceta da imprevisibilidade com a qual esta cadeia de valor convive. Foram duas correias de motor quebradas em uma viagem de barco que durou cerca de cinco horas.

O terceiro e último dia começou ainda mais cedo e teve como destino a unidade fabril da Natura. Inaugurada em março deste ano, esta fábrica é parte de uma iniciativa complexa e ambiciosa denominada pela Natura de Programa Amazônia, o qual possui três pilares: ciência, tecnologia e inovação com foco nos ativos provenientes da floresta; cadeias produtivas que agregam valor aos recursos da região e fortalecimento institucional pautado nos desafios prioritários para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Fundamentada no conceito de simbiose industrial a fábrica de Benevides é o embrião do Ecoparque, um empreendimento que se propõe a abrigar empresas que, junto com a Natura, estabeleçam uma rede comprometida com o uso sustentável da biodiversidade da região. Entre as práticas desta rede espera-se que os resíduos de uma empresa sejam utilizados como matéria prima por outra, com se dará na relação entre Natura e Symrise (www.symrise.com), uma das empresas que já decidiu se estabelecer no Ecoparque.

Dedicada exclusivamente à produção de sabonetes, esta unidade da Natura emprega 228 colaboradores e 130 funcionários terceirizados, dos quais cerca de 90% são originados dos municípios do entorno. Para esses que já ocupam o Ecoparque, chama atenção alguns elementos deste condomínio industrial, como os jardins filtrantes que processam 50% dos resíduos industriais e o sistema de refrigeração, que faz uso de tubos subterrâneos pelos quais circula água de chuva capturada em diferentes pontos, como nas estruturas de convivência.

Após três dias intensos e inspiradores, em que reencontrei colegas e fiz novos, deixei Belém com muitas lembranças. Nenhuma maior do que o sorriso das crianças a jovens que conheci às margens do rio Moju. Sorrisos que reforçaram em mim a convicção de que negócios podem, e devem, estar a serviço de propósitos e valores.

Para saber mais sobre o Ecoparque e outras iniciativas da Natura na Amazônia, clique aqui.

Paulo Branco

 

A construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará, tem fortes impactos socioambientais na região e, com o objetivo de possibilitar mudanças positivas para a região a partir desse impacto, foi criado um Plano de Desenvolvimento Sustentável Regional do Xingu (PDRSX).

O Webcidadania Xingu foi desenvolvido e selecionado por um edital em 2012 voltado para o eixo de Inclusão Social e Cidadania do Plano.

Com início dos trabalhos em 2013, a Iniciativa utilizou a plataforma digital de participação politica Cidade Democrática para a realização de um concurso de ideias de projetos que representassem um sonho dos próprios moradores para aquela região.

Durante sete meses a ferramenta serviu como local de registro de informações e permitiu a construção de agendas agregadoras na superação de questões criticas da região. Mais de 1.500 pessoas participaram do concurso que incluiu realização de oficinas e reuniões com lideres locais, e identificou 415 demandas.

A ferramenta permitiu uma participação social de baixo para cima, na qual as pessoas podiam se envolver individualmente ou em grupo, a partir de metodologias presenciais e potencialidades que convergem para a web colaborativa.

Uma das dificuldades que o projeto Webcidadania Xingu teve de enfrentar foi o baixo nível de acesso da população à internet. “Para driblar essas dificuldades e atingir mais pessoas, incluindo populações rurais, foram realizadas atividades presenciais com o objetivo de garantir que as comunidades sem internet também participassem e apresentassem suas propostas”, explicou seu cofundador Rodrigo Bandeira de Luna durante oficina de apresentação de casos selecionados.

Do processo, 17 projetos foram elaborados e entregues ao Comitê Gestor do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS) do Xingu e aos governos municipais, estadual e federal, que estão articulados com o projeto e serão parceiros para conseguir os meios para a implementação das propostas.

Dentre os principais resultados obtidos está a criação de uma agenda com base nas demandas da população, articulação com poder publico federal para implantação das propostas elencadas e mobilização de atores locais para fortalecer o desenvolvimento sustentável da região.

Milene Fukuda

 

Passadas as eleições, a crise hídrica que se agrava em diversos estados se tornou a pauta do momento. Uma das vertentes dessa discussão trata diretamente de como nos adaptaremos às mudanças climáticas.

Na última semana, dois acontecimentos deram o que falar sobre o assunto e trouxeram informações importantes. Da perspectiva do Brasil, houve o lançamento do relatório “O Futuro Climático da Amazônia”, evento que teve apoio do Observatório do Clima. Já no panorama local da Cidade de São Paulo, aconteceu o lançamento da Aliança Água para São Paulo, puxada pelo Instituto Socioambiental, membro do OC, em parceria com outras instituições.

Para entender melhor a questão da água, será lançado esta semana, em São Paulo, o vídeo Água e Cooperação: Reflexões para um Novo Tempo, de João Amorim. O lançamento será na Sala Crisantempo, no dia 7/11, às 20h. Mais informações aqui.

Ricardo Barretto

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