A Rede Nossa São Paulo realizará no dia 20 de maio um evento destinado a debater a lei que instituiu a Política de Mudança do Clima do Município de São Paulo, que completa cinco anos de vigência em 2014. O evento acontecerá no Teatro Anchieta, no SESC Consolação (Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque), das 9h30 às 12h30.

A ideia desse debate é realizar um balanço e discutir propostas para acelerar políticas públicas em clima, com o objetivo de atingir as metas previstas. Entre as medidas previstas na Política municipal está a redução do uso de combustíveis fósseis, com meta de, pleo menos, 10% a cada ano, a partir de 2009. De acordo com a lei, em 2018 todos os ônibus do sistema de transporte público do município terão que utilizar combustível renovável não fóssil. Outras medidas previstas são o estímulo ao transporte não motorizado e apoio ao uso da bicicleta, valorização do sistema de transporte coletivo para atrair usuários de automóveis, e a implantação de corredores e faixas exclusivas de ônibus.

Durante o evento, será apresentado um levantamento feito pelo Grupo de Trabalho (GT) Meio Ambiente, da Rede Nossa São Paulo. Em seguida, Délcio Rodrigues, consultor em mudanças climáticas e vice-presidente do Instituto Vitae Civilis, relatará o inventário de emissões de gases de efeito estufa de São Paulo.

O evento deverá contar com a presença do secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Wanderley Meira do Nascimento; do secretário municipal de serviços, Simão Pedro; do secretário municipal do Trabaho, Artur Henrique; dos vereadores Ricardo Young (PPS), Nabil Bonduki (PT), e Gilberto Natalini (PV).

Venha participar dessa discussão! Confirme sua presença pelo e-mail andrea@isps.org.br

Bruno Toledo, com informações da Rede Nossa São Paulo

 

Quem se interessa pelas áreas de proteção ambiental no Brasil agora tem uma ferramenta inovadora para conhecer mais e trocar informações sobre elas. O WikiParques é uma plataforma colaborativa multimídia, que pretende reunir informações sobre cada Unidade de Conservação (UCs) espalhada pelo país, de forma a criar uma comunidade de pessoas interessadas e mobilizadas na preservação dessas áreas.

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Foto: Lilia Nogueira/WikiParques)

Essa plataforma permite criar, editar, debater verbetes e postar fotos sobre as áreas protegidas. É possível interagir ou criar verbetes sobre as 12 categorias de UCs, como parques nacionais, reservas de desenvolvimento sustentável e reservas privadas do patrimônio natural (RPPN).

O WikiParques é um projeto da Associação Oeco, a mesma ONG responsável pelo portal de jornalismo ambiental ((o))eco, com o apoio da Fundação Grupo O Boticário. Saiba mais 

Letícia Arthuzo

 

Ficou mais fácil localizar restaurantes, feiras e hortifrutis que comercializam produtos orgânicos e agroecológicos na cidade de São Paulo: o Movimento Urbano de Agroecologia (MUDA) acaba de lançar um site com um amplo mapeamento das opções na capital paulista.

O site foi criado com o objetivo de se tornar uma referência em agricultura urbana, gastronomia saudável e sustentável, produção local e consumo de orgânicos, para todos os paulistanos utilizarem no seu dia-a-dia. Para isso, oferece uma ferramenta de geolocalização, com identificação fácil e clara dos restaurantes que trabalham com alimentos orgânicos, das feiras e locais que comercializam orgânicos e das instituições que trabalham com o tema.

Também há indicações de como participar e se engajar no tema, desde plantios coletivos em hortas da cidade até uma lista de filmes para organizar cineclubes com amigos, família e comunidade. O site também conta com uma ferramenta de cadastramento, para que estabelecimentos e produtores possam se inserir no guia e mantê-lo sempre atualizado.

Dica de Ricardo Barretto

 

A questão dos resíduos nos mares não é notícia nova. Ao longo dos últimos anos, proporcionalmente ao crescimento da consciência ambiental e dos impactos do nosso estilo de vida de consumo e descarte, também cresceram os alertas sobre nossos impactos sobre o oceano.

As enormes manchas de plástico boiando no Pacifico já ganharam até nome pomposo: “Pacific Garbage Patch”. Também são, essas zonas de acúmulos de resíduos, temas de ações para chamar a atenção para o problema. Em junho de 2014, dois times de oito nadadores percorrerão a distância entre o Havaí e a praia de Santa Mônica, em Los Angeles a nado, cruzando este grande lixão flutuante.

Antes deles, em 2010, uma equipe de seis aventureiros cruzou o Pacífico saindo de São Francisco e atracando em Sidney, em um barco catamarã feito com 12.500 garrafas PET e outros produtos plásticos, o Plastiki. Nesta expedição eles levantaram questões sobre a acidificação dos oceanos, aumento do nível das águas e sobre as 33,5 mil (!!!) toneladas de plástico que flutuam nos oceanos. Vale a pena assistir o TEDx de um dos idealizadores do projeto, David de Rothschild.

Mesmo com todo estes alertas, muito pouco se sabe sobre os oceanos ainda. Como destaca o doutor em administração pública e governo Fábio Storino, na edição 79 da revista Página22 (“S.O.S. Oceanos”), a NOAA, agência oceânica americana, estima que 95% do mundo subaquático permaneça inexplorado. Isso me leva a pensar: Se todo este resíduo que já foi mapeado está nos 5% conhecidos dos oceanos, o que estará lá embaixo? O que é feito do resíduo que não flutua? Estará todo o leito do oceano repleto de lixo?

Uma notícia me faz pensar que sim. Escondida entre inúmeras outras reportagens sobre as buscas do vôo MH370, desaparecido enquanto fazia o trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim, veio uma da BBC Brasil que me alarmou. As buscas acabaram levando as equipes a regiões muito pouco frequentadas do Oceano Pacífico e nessas regiões satélites tiraram fotos de centenas de objetos flutuando. Não objetos pequenos, mas de respeitáveis 2 a 25 metros de comprimento. Repito: CENTENAS!

Todas essas evidências giram em torno de um mesmo tema: a relação que temos com o que consumimos e como fazemos o descarte do que sobra.

Apesar do nosso estilo de vida de consumo e descarte não ser um tema constante de trabalho para o GVces, recentemente foi assunto de duas iniciativas. A primeira, um documentário produzido pelos alunos do FIS, matéria eletiva da FGV conduzida pelo GVces. Vale a pena ver o olhar que os jovens trouxeram sobre esse tema. A outra, o projeto Inovação e Sustentabilidade na Cadeira de Valor, que tratou no ciclo 2013 de inovação na gestão de resíduos. O resultado do ciclo foi uma publicação que trouxe diversos casos de inovação na cadeia.

As singelas contribuições do GVces, as notícias da imprensa e as evidências do dia-a-dia mostram que temos um longo caminho pela frente, mas os alertas não podem mais ser ignorados.

Leandro Gouveia

 

Música feita com frutos cítricos, oficina de horta urbana, piqueniques coletivos, essas são algumas das muitas atrações que vão ocorrer no final de semana do dia 12 e 13 de abril. Realizado pelo Goethe-Institut e o Ministério da Cultura, com o GVces sendo um dos parceiros, o Prototype- Festival de Sustentabilidade na Arte será na Praça Victor Civita, das 11h às 18h, com entrada aberta ao público.

A proposta do evento é trocar, compartilhar e experimentar. Existe também um esforço, por parte da organização, de fazer com que a maioria das atrações seja autossuficiente em termos da energia utilizada para sua realização. A exibição do documentário “Imagem de nós”, por exemplo, será possibilitada pelo esforço conjunto de pedaladas em bike, ativando o cinema por meio de uma fonte de energia limpa.

Consumo consciente e formas de transformar o discurso da sustentabilidade em algo mais próximo para a sociedade, é um dos bate-papos programados para o evento. O responsável por esse, em específico, é o coordenador do Programa Finanças Sustentáveis do GVces, Aron Belinky, e acontecerá sábado (12), às 12h, no Deck Piquenique.

No domingo (13), Maria Piza que está à frente das iniciativas de Relacionamento e Mobilização do GVces, atuará como facilitadora de conversas sobre sustentabilidade na mesa Aquário, no palco 4, às 15:30h.

Quer conferir a programação completa? Acesse: http://prototype-festival.com.br/

 

RSE é pano de fundo para encontro que a GIZ – Agência Alemã de Cooperação Técnica – promove nos dias 9 e 10 de abril em São Paulo. Ao reunir empresas latino americanas, o evento busca entendimento sobre as estratégias que têm sido adotadas em responsabilidade social corporativa e sustentabilidade, bem como promover a troca de boas práticas em integração da sustentabilidade ao core business e à cadeia de valor.

Os diálogos permitem conhecer ferramentas e métodos para que os gestores se tornem cada vez mais agentes de mudança e identificar ações conjuntas que podem ser tomadas para endereçar as questões ligadas à sustentabilidade.

A expectativa da GIZ é que o evento estimule uma rede empresarial latino-americana para ações coletivas em RSE. O desafio está lançado aos participantes do encontro: representantes de 25 empresas, além de outros setores como academia e organizações multilaterais. Entre os destaques da programação, casos em temas como criação de valor na cadeia de fornecedores, engajamento de stakeholders, negócios inclusivos e biodiversidade.

 O GVces e a GIZ são parceiros desde 2008. Atualmente, a GIZ apoia projetos do GVces como a Plataforma Empresas pelo Clima (EPC) e a iniciativa Tendências em Serviços Ecossistemicos (TeSE).

 Fernanda Carreira

 

Reportagem do jornal o Estado de S. Paulo mostra como um dos maiores consumidores de energia elétrica do país está lidando com a falta de água e consequente alta nos preços da energia elétrica: a Alcoa suspendeu parte da produção de alumínio e está vendendo a energia elétrica que não utiliza.

Ainda que não se possa afirmar com absoluta certeza que a atual falta de chuva seja um efeito direto das mudanças climáticas, esse é o tipo de desafio que as empresas enfrentarão de modo cada vez mais frequente no contexto das alterações globais do clima.

É neste sentido que o aumento da resiliência às mudanças climáticas é estratégico para as empresas. A resiliência pode ser fortalecida reduzindo a vulnerabilidade do ambiente onde as empresas atuam, por meio da definição de estratégias para lidar de modo preventivo com situações climáticas que podem interferir em algum ponto da sua cadeia produtiva. No setor energético, por exemplo, podemos pensar em estratégias de adaptação ao excesso ou escassez de chuvas na área onde está alocado um reservatório de uma usina hidrelétrica. Também pode-se pensar em medidas a serem adotadas para uma resposta mais rápida a condições extremas que o clima alterado pode impor. Um exemplo disto seria o fortalecimento de ações de resposta a situações de chuvas mais intensas e raios, que podem danificar torres e linhas de transmissão. Um setor energético bem adaptado às mudanças climáticas poderia reduzir situações de queda do abastecimento e de aumento dos preços da energia.

Tudo isso, sem descuidar das ações de mitigação, ou seja, a adoção de processos de produção e consumo que resultem em menos emissões de gases de efeito estufa.

Bastante complexo o futuro próximo que se desenha para as empresas do século XXI…

Guilherme Lefevre

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