A segunda edição do relatório “Revolução Energética“, publicado pelo Greenpeace Brasil a partir de estudo o Greenpeace International com o Conselho Europeu de Energia Renovável (EREC), mostra que 93% da eletricidade produzida no país até 2050 pode vir de fontes renováveis como solar, eólica ou biomassa – o que nos deixaria a praticamente um pulo para tornar realidade, ainda no século 21, o plano de o país funcionar com uma matriz elétrica 100% limpa.

O relatório propõe ainda como o Brasil pode atender à crescente demanda de energia nas próximas décadas, garantindo segurança e uma matriz cada vez mais diversificada, renovável e menos dependente de combustíveis fósseis. Também apresenta projeções para o setor industrial e de transportes e uma análise da geração de empregos verdes.

Roberta Simonetti, Finanças Sustentáveis/GVces

 

Hoje, dia 20 de agosto, marca a data em que a humanidade esgotou todo o “orçamento ambiental” para 2013. Isto significa que o consumo de recursos naturais pela humanidade estourou a capacidade da natureza de prover estes recursos. Ou seja, para o resto do ano, a humanidade estará em déficit ecológico consumindo recursos que não serão recuperados e acumulando dióxido de carbono na atmosfera terrestre.

A partir de cálculos sobre a demanda global por recursos e serviços naturais e a sua disponibilidade total no decorrer do ano, a Global Footprint Network desenvolveu o Earth Overshoot Day, um dia que marca o momento em que a humanidade passa a viver além dos recursos que possui em um dado ano. Em 1993, este dia caiu em 21 de outubro. Uma década depois, ele se antecipou para 22 de setembro, e hoje caiu um mês antes, o que significa que a cada década estamos consumindo muito mais recursos naturais do que o que temos disponível.

Assim, os custos do desperdício ecológico pressionam cada vez mais a natureza, que não consegue se renovar nem prover o que é demandado todo o ano. Hoje é um dia para refletirmos sobre a forma que estamos desperdiçando os recursos naturais e sobre como podemos diminuir esta demanda e respeitar os limites da natureza.

Saiba mais sobre o Earth Overshoot Day.

 

 

Na semana passada, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) publicou o Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil 2013, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA). Feito a partir dos dados dos censos demográficos do IBGE dos anos 1991, 2000 e 2010, o estudo registra que o Brasil deu um salto de 47,8% no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre 1991 e 2010, avanço puxado pela melhora acentuada dos municípios menos desenvolvidos nas três dimensões acompanhadas pelo índice – longevidade, educação e renda.

O IDHM brasileiro saltou de 0,493 (muito baixo desenvolvimento humano) para 0,727 (alto desenvolvimento humano). No começo da década de 1991, mais de 85% dos municípios brasileiros se encontravam nessa faixa de desenvolvimento humano mais baixo. Em 2000, o número de municípios nessa situação baixou para 70%, e uma década depois caiu ainda mais – 25%. Em 2010, mais de 70% dos municípios do Brasil já figuravam nas faixas de médio e alto desenvolvimento humano.

Para facilitar o acesso e o entendimento dos dados do estudo, foi criado uma plataforma online que disponibiliza todas as informações sobre os 5.565 municípios do país. Entre as informações disponíveis, estão o IDHM e seus componentes, além de mais de 180 dados socioeconômicos com um retrato completo do desenvolvimento humano de cada município.

Ana Coelho (Inovação na Criação de Valor) e Bruno Toledo (Comunicação), GVces

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