foto: Daniela Schmidt

Permacultura, segundo o IPEMA (Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica), são projetos que fazem a utilização de métodos ecologicamente saudáveis e economicamente viáveis, que respondam as necessidades básicas sem explorar ou poluir o meio ambiente, que se tornem auto-suficientes a longo prazo.

Um dos princípios é a observação da dinâmica natural dos ambientes como inspiração e a utilização dos recursos locais – este último já reconhecido como princípio da sustentabilidade. Na Aldeia Nova Terra tudo o que foi construído seguiu à risca estes princípios. Reaproveitamento de materiais, muita criatividade e mão na massa tornaram possível a construção de tendas para massagens, oficinas, espaços de convivência, além de soluções para os resíduos da cozinhas (composteiras e triagem dis recicláveis) e os nossos (banheiro seco).

Outro exemplo que vi ser magistralmente construído foi esta casa na árvore, que utilizou as madeiras que sobraram de outro evento realizado no mesmo sítio. Em 4 dias 4 rapazes ergueram o sonho de qualquer criança! (por Maria Piza)

foto: Daniela Schmidt

 
foto: Daniela Schmidt

foto: Daniela Schmidt

Um círculo com todos a cada refeição, com danças, cantos e agradecimentos ofertados pelos que alí estavam, em diferentes linguas, diferentes abordagens, e sempre acolhidos com entusiasmo por todos.

Esquecemos que tudo, absolutamente tudo o que comemos, vem da terra, vem da absorção da luz do Sol, dos nutrientes cultivados ha anos nos solos… esquecemos de agradecer à fonte.

Parece hipie. Aliás, tudo na Aldeia poderia ser hipie, mas vejo como ‘Envelhaçao’, um resgate do antigo modo, necessário para resignificarmos nossa relação com o planeta, pois essa relação moderna, fria e desconectada, só gerou escassez, pobreza e fome.

Um exemplo bem diferente do nossa rotina foi que durante todo o período da Aldeia foi mantido por um Guardião do Fogo, seguindo todo o ritual e tradição dos Xamãs, um fogo sagrado, que nunca apagava, uma fogueira em uma linda clareira no meio da mata. Alí todos os dias aconteciam cerimonias de celebração do poder do fogo.

Impressionante como a cidade nos separa de qualquer ritual e celebração do sutil. Parpicipei de duas dessas cerimônias e mudei completamente minha relação com o fogo, parecia que dentro de mim este outro sentido já existia, mas estava adormecido, consegui me conectar com a pureza e poder de transmutação do fogo. Enfim, dificil descrever pois esse tipo de vivência não cabe em palavras, mas gostaria de aqui fazer um convite para aqueles que sentirem de experimentar esse sagrado. Agradeça sua comida, agradeça à fonte, agradeça o Sol por prover toda a nossa energia e nutrição. Experimente esse resgate, pois é deste lugar interno que nasce a verdadeira sustentabilidade, pois o respeito e cuidado tornam-se naturalmente obvios. (por Maria Piza)

foto: Daniela Schmidt

 

foto: Daniela Schmidt

Enquanto muito se falava em vários territórios da Rio+20, na Aldeia Nova Terra, Território do Futuro da Cúpula dos Povos, se fazia, ou melhor, vivia.

Realizada no Sítio das Pedras, a 1,5km de distância do Rio Centro (local das negociações oficiais), a Aldeia mostrou que já existe um novo mundo acontecendo, que vem amadurecendo um novo jeito de pensar, agir e principalmente Ser. Aproximadamente 200 pessoas passavam por alí por dia, de todos os cantos do mundo, grupos sociais, religiosos e ideológicos, e todos, rapidamente, entravam em uma outra engrenagem.

Confesso que poucas vezes vi uma missão ser tão genuinamente incorporada: ‘trazer o sagrado para o dia a dia das pessoas, ser um exemplo de desenvolvimento sustentável e um laboratório para uma economia verde, solidária e co-criativa.’ Era exatamente isso que eu vi acontecer durante os 5 dias que vivenciei a Aldeia. O exemplo mais gritante no começo foi experenciar o silêncio no camping, a qualquer hora, pois respeito é um valor cultivado por todos.

Oficinas de alimentação viva, canto, dança, arte, instrumentos; ferramentas de diálogo como Comunicação Não Violenta (CNV), Dragon Dreaming (John Croft), Art of Hosting; feira de trocas, feira de sementes; ioga, meditação, capoeira, Tai Chi Chuan; xamanismo, hinduismo, cristianismo, ateísmo, espiritismo… tudo isso acontecendo ao mesmo tempo e o principal, sem nenhum líder, em um movimento orgânico, co-criado e auto-gestionado, onde todos eram professores, oficineiros, pedreiros, cozinheiros e o que mais precisasse ser. Todos simplesmente fazendo a sua parte, contribuindo com o seu melhor e respeitando verdadeiramente o outro. (por Maria Piza)

foto: Daniela Schmidt

 

Por Paulo D. Branco

18/6: O Riocentro prometeu mas não entregou…

19/06: A Cúpula dos Povos escancarou a distância entre o mundo melhor e o mundo possível

20/6: No Forte de Copacabana a mostra Humanidade 2012 deu um show de criatividade e beleza!

22/6: No Pier Mauá o clima era de interatividade nas mostras de C,T&I e no barco do Greenpeace

 

 


Painel no Forte de Copacabana, no dia 20/junho, destacou que a transição para o novo modelo econômico envolve uma verdadeira revolução tecnológica, que terá impactos na estrutura de produção e nos padrões de consumo. E que a adaptação e a disseminação de tecnologias sustentáveis devem se tornar prioridade, e para estimulá-las devem ser pensadas formas de incentivo à pesquisa e desenvolvimento.
Sobre as pequenas e médias empresas (PME) neste contexto, o representante da Dow destacou que “colaborar com PME na cadeia de valor é uma boa forma de reduzir riscos em processos de inovação.”

Paulo D. Branco

 

Cerca de 2 mil membros da sociedade civil estiveram presentes nesta sessão na tarde do dia 18/junho. Lá abordaram os recursos hídricos do planeta e escolheram o direito à água como a mais relevante entre as dez propostas levadas à discussão. As demais recomendações a serem levadas aos Chefes de Estado e de Governo são: (i) Assegurar o suprimento de água por meio de proteção da biodiversidade, dos ecossistemas e das fontes de água (a mais votada pelos internautas) e ( ii) Reforçar a importância do planejamento e do gerenciamento integrado de água e energia e uso da terra em todas as escalas, escolhida pelos dez palestrantes convidados.

Entre os palestrantes estava o Mohammad Yunus, que brindou a todos com sua fala sempre inspiradora.
Na platéia, nosso ilustre ex-Presidente Fernando Collor, que ao ser citado pela moderadora do Painel recebeu palmas, provalvemente dos estrangeiros menos informados, logo abafadas pelas vaias da turma de casa. Com certeza alí tinham muitos caras pintadas que foram para as ruas na época do impeachment…

Gostei de viver essa experiência no pavilhão 5 do Riocentro!

Paulo D. Branco

 

Os tambores estão soando e enviando as suas mensagens.

Em diferentes espaços o som chega de baixo da terra: a sociedade precisa participar das definições sobre os rumos do Planeta!

No simpósio sobre o setor elétrico e as oportunidades e desafios para a sustentabilidade, algumas lideranças sociais declararam o desejo e a necessidade do envolvimento e participação da sociedade na definição da política nacional de energia.

No simpósio sobre Agenda 21 a representante de Portugal associou a baixa participação efetiva da sociedade na construção das Agendas aos baixos índices de implementação: “Elaborar documentos na base do corte e cola não nos leva a avanços efetivos”. A reivindicação não é nova, mas é apresentada com maturidade e fatos: a ausência de participação efetiva tem gerado tímidos resultados.

Como fazer?

Temos modelos, propostas e experiências. Precisamos praticar!

Praticar o diálogo, a inclusão, o respeito e o acolhimento efetivos da diversidade para a construção do…Futuro que Queremos!

Cecília Ferraz

 

Para quem não foi para o Rio ou quem não tem acesso ao evento oficial, a plenária da ONU e outros eventos da programação têm transmissão ao vivo e on demand.

http://webtv.un.org/live-now/watch/rio20-plenary-meetings-see-schedule-for-more-details/1685917483001

George Magalhães

 

 

O acesso ao Riocentro é restrito a quem tem credencial da Rio+20, mas compartilhamos aqui duas imagens para vocês terem uma ideia de que cara tem a conferência lá dentro.

Acima o saguão de entrada do pavilhão principal, que está marcado com o número 1 no mapa abaixo.

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