Às vésperas da COP-15, mais e mais notícias sobre os bastidores envolvendo a Conferência do Clima eclodem a todo instante. Dados de novos estudos científicos alarmantes também são revelados, num esforço de contextualizar a seriedade da crise ambiental e também de forçar os governantes a posições mais ousadas.

Se tudo isso é fundamental nessa terra dos homens, tenho a sensação que não podemos nos descuidar de outros argumentos e percepções que revelam porquês de se cuidar do planeta que nos acolhe.

De bate-pronto, me vêm dois relatos do comportamento da natureza que mostram com uma força avassaladora a poesia da vida.

O primeiro ouvi de um amigo, o Lester. Ele contava sobre um estudo sobre a migração de uma espécie de tubarão pelos oceanos … algo como da Austrália ao Polo Norte. Os biólogos acompanhando alguns desses animais perceberam que de tempos em tempos eles subiam à tona d’água com os olhos apontados para cima. Aos poucos, os cientistas perceberam que esses tubarões subiam à superfície para checar sua posição em relação às estrelas e assim guiar sua longa jornada pelos mares …

O outro relato ouvi de um amigo do Rio de Janeiro, apaixonado por beija-flores, mas que me contava sobre os corais. Em noite de lua cheia, numa única vez no ano, acontece o ritual de sexo desses animais, com a desova de bolsas de óvulos e espermatozoides, formando uma gigantesca nuvem esbranquiçada, que flutua para a superfície e gera a fecundação. Os ovos começam a se dividir e formar embriões, que formarão as plânulas (larvas), que se fixarão nos recifes formando um novo coral …

Faço as imagens desses dois relatos na mente e fico estupefato com os caminhos achados pelos seres vivos em sua história no planeta … cenas que beiram a literatura fantástica … ou melhor, que são o fantástico na vida real.

Ricardo Barretto

 

Os EUA e a China estão a par do que está acontecendo com o planeta. Em par, e de mãos dadas, esse países parecem seguir a linha oposta àquela que todos pisam.

Os EUA ainda sob efeito da crise preferem não concordar com um tratado ambicioso num momento tão arriscado.  Já a China tem todo o seu desenvolviemtno, em progressão geométrica, graças à destruição também em larga escala dos recursos ambientais.  Ambos são os maiores poluidores do planeta.

Essas divergênicas não fazem o mundo parar (ao menos por enquanto).


Enquanto o mundo voltas dá…

Uma  forte nevasca atinge a China. Em alguns lugares do país o evento não chega tão forte há 60 anos.  Segundo a imprensa estatal 38 pessoas morreram.

A imagem revela a fila que os taxistas chineses fazem para abastecer  em Chongqing. Algumas regiões do país enfretam a crise mais severa de abastecimento de gás natural, que foram desviadas para o norte devido à Nevasca.

Detalhe para o desenho da linha formada pelos veículos. Pois é, essa deve ser a linha seguida pelos antagonistas da Conferência. Tão perto da COP… dão uma volta e saem pela tangente.

Emílio Gustavo

 

A lei 14.933 que trata de mudanças climáticas no Município de São Paulo, foi elaborada a partir de processo coordenado pelo GVces em 2008 e aprovada pela Câmara dos Vereadores em junho desse ano. Entre outros pontos, ela prevê a utilização de recursos públicos para mitigação de CO2 e trânsito, inclusive através de renúncia fiscal por parte das empresas. Isso já vem provocando mobilizações na cidade.

Exemplo disso é a iniciativa do projeto Mobilidade Sustentável, dos mesmos organizadores da campanha MelhorAr - a agência Believe Sustentabilidade. Na semana passada estiveram em reunião com os secretários Alexandre Moraes de Transporte, Eduardo Jorge do Verde e Meio Ambiente, com o presidente do Comitê de Mudanças Climáticas do município, secretário Bucalém de políticas Urbanas, Sinval de Comunicações, Manuelito de Planejamento.

Foi apresentada uma proposta de mapeamento das zonas críticas de poluição e trânsito e participação da iniciativa privada para redução dos deslocamentos individuais. O projeto prevê a criação de pólos de mobilidade e a prefeitura receberia como contra-partida os planos de mobilidade das empresas juntamente com o inventário de GHG nos escopo 3 e 1 ( deslocamentos). A proposta guarda semelhança com iniciativas nos Estados Unidos, como nos estados de Washington  e de Oregon.

A coisa avança …

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